Paulo Maluf Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

A defesa Paulo Maluf promete recorrer da decisão do Supremo Tribunal Federal que condenou o deputado do PP por lavagem de dinheiro.

A primeira turma da Corte considerou o ex-prefeito de São Paulo culpado por crimes praticados durante a gestão dele na cidade, entre 1993 e 1996.

O Ministério Público acusa Maluf de desviar recursos de obras do consórcio Águas Espraiadas, formado pelas construtoras Mendes Júnior e OAS.

Segundo os procuradores, as somas chegariam a mais de 170 milhões de reais.

O relator do processo na primeira turma, Edson Fachin, votou pela condenação e foi seguido por todos os outros quatro ministros.

Luís Roberto Barroso chegou a destacar que o desvio do dinheiro público é o que mantém o atraso do país:

O ministro Marco Aurélio Mello chegou a defender a prescrição do crime praticado por Maluf, mas mudou o voto no momento da definição da pena.

O advogado do político, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirma que não há a comprovação da ligação do deputado com as transações financeiras.

Segundo ele, a defesa pedirá para que o caso seja julgado pelo plenário do STF e só depois da análise dos recursos, uma pena poderá ser aplicada:

O ministro Edson Fachin determinou pena de sete anos, nove meses e dez dias de prisão, além de multa a Paulo Maluf.

O deputado também foi impedido de exercer função pública e deverá perder o mandato.

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