Rio de Janeiro – Esposa do ex-governador Sergio Cabral, Adriana Ancelmo (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Na semana em que a ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo completa dois meses de prisão domiciliar, o caso de uma mulher condenada por furtar ovos de Páscoa e peito de frango deve ser levado ao Supremo Tribunal Federal.

A detenta tem pouco mais de 30 anos e está na Penitenciária Feminina de Pirajuí, no interior de São Paulo.

Na semana passada, o pedido de liberdade feito por uma defensora pública foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça, o STJ.

Para Maíra Coraci Diniz, o caso não deveria nem ter gerado processo, por causa do chamado “princípio da insignificância”.

A defensora tomou conhecimento do caso em uma visita feita ao local há cerca de 15 dias.

A detenta tem quatro filhos – o mais novo, que completou um mês de vida ontem, vive com ela na penitenciária e ainda não conheceu o pai, porque ele não tem dinheiro para viajar até a cidade.

Ela ficou grávida do bebê logo depois do furto, quando chegou a conquistar o direito de liberdade provisória.

Os outros três filhos estão divididos: um mora com o pai; outro, com um tio; e outro, com a avó.

Ao comparar o caso ao mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, a defensora diz que a decisão, no caso de Adriana Ancelmo, mãe de dois filhos, foi correta.

A defensora pública do Estado de São Paulo afirma que vai recorrer ao STF para pedir a liberdade da detenta de São Paulo nos próximos dias.

Para Maíra Coraci Diniz, a mulher deveria ser encaminhada para um serviço de qualificação profissional ou a um projeto social municipal, por exemplo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário!
Por favor, informe seu nome