O estado sofre com um quadro de rombo nas contas públicas, parcelamento do salário de servidores e caos em diversos serviços básicos.

No final do mês passado, os deputados fluminenses aprovaram a extensão do estado de calamidade até 2018, decreto que permite que o governo ultrapasse limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em 2016, as contas do governo do Rio tiveram um déficit de R$ 10 bilhões e a previsão para este ano é ainda pior: um rombo de R$ 21 bilhões.

Com a crise, o governador do Rio Luiz Fernando Pezão (PMDB) tem sofrido desgastes constantes e já teve oito pedidos de impeachment arquivados.

Mas, a oposição já apresentou um nono requerimento na Assembleia Legislativa, ainda não avaliado, que tem como argumento a rejeição das contas do Executivo de 2016, decisão do Tribunal de Contas do Estado.

Para tentar vencer o caos financeiro, o governo do Rio aposta em um pacote de medidas de austeridade, com parte dele ainda em tramitação na Alerj, e no plano de recuperação fiscal da União.

Entre as medidas já aprovadas estão o aumento da alíquota de contribuição previdenciária dos servidores e a privatização da Cedae, companhia estadual de água e saneamento.

Em entrevista à BandNews FM, o Procurador-Geral do Rio de Janeiro Leonardo Espíndola afirmou que, apesar de “sacrificar” os servidores, as medidas são necessárias.

Mesmo com a aprovação de praticamente todo o pacote, os servidores continuam recebendo salários atrasados e parcelados, e muitos não conseguem pagar as contas.

Programas como o restaurante popular, que oferecia refeições a R$ 2, e as bibliotecas-parques, que além de disponibilizarem livros à população mantinham atividades culturais, foram interrompidos.

Um dos símbolos da crise, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro deveria iniciar as aulas em dezembro, mas só retomou as atividades em abril, alegando falta de condições básicas, como limpeza e material.

Os servidores técnico-administrativos da Uerj seguem em greve e cerca de oito mil alunos bolsistas estão sem o auxílio de R$ 450 mensais.

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário!
Por favor, informe seu nome