Portugal decreta estado de calamidade e luto oficial de três dias por conta do maior incêndio na história do país.

Mais de 60 pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas, de acordo com o último balanço.

O fogo começou no sábado, na região florestal de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, no centro do país.

O primeiro-ministro Antonio Costa visitou a região, prometeu apoio as vítimas e familiares e também agradeceu a ajuda de todos os portugueses.

Segundo o primeiro-ministro português, os bombeiros já estavam em alerta por conta do risco de incêndios na área, em meio aos ventos e o tempo seco.

Nos últimos dias, mais de 150 focos de chamas foram controlados no país.

O secretário do Ministério de Administração Interna de Portugal Jorge Gomes afirmou que uma análise preliminar indica que o fogo começou com um raio.

As chamas ganharam proporções gigantescas por conta dos fortes ventos, que também ajudaram a propagar a fumaça tóxica.

Muitas vítimas morreram queimadas ou sufocadas pela fumaça em uma estrada que corta a floresta de Leiria.

O Comandante Nacional do Corpo de Bombeiros Jaime Marta Soares explicou que o fogo se alastrou rapidamente, pegando os motoristas de surpresa.

Segundo ele, o resgate foi rápido, mas é impossível combater algo desse tamanho.

O maior incêndio da história mundial aconteceu no Japão, em 1923, após um terremoto na ilha de Honshu, que gerou 88 grandes focos de chamas.

O governo do país contabilizou, na época, mais de 100 mil mortos e quase 40 mil desaparecidos, pessoas que nunca foram encontradas e acabaram entrando na conta oficial de óbitos, totalizando 140 mil.

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