Foto: Reuters

A oposição na Venezuela convocou uma greve geral e defende que o governo de Nicolas Maduro deve aceitar o plebiscito sobre a Assembleia Constituinte convocado para o dia 30.

O referendo, realizado ontem, terminou com mais de 98% dos eleitores votando contra a eleição de um colegiado para reescrever a Constituição de 1999, como determinou o Estado.

O assunto gerou repercussão nos Estados Unidos e na Europa. Segundo o correspondente da BandNews FM em Paris, Milton Blay, a União Europeia deve discutir, pela primeira vez, possíveis sanções contra a Venezuela.

A Espanha pediu que o grupo adote medidas mais efetivas em relação ao governo Maduro, citando a escalada da violência e os quase 100 mortos em protestos nos últimos quatro meses.

O bloco afirmou ainda que está muito preocupado com a crise econômica na região e pediu respeito aos direitos humanos.

Nos Estados Unidos, de acordo com o correspondente da BandNews FM Murilo Borges, a Casa Branca ainda não se posicionou, mas a imprensa voltou a classificar a situação na Venezuela como catastrófica.

No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota condenando a recusa de Maduro em aceitar o referendo: “O governo brasileiro exorta as autoridades venezuelanas a cancelarem a convocação de uma assembleia nacional constituinte, cujas regras violam o direito ao sufrágio universal e o próprio princípio da soberania popular”.

Confira a íntegra da nota do Ministério das Relações Exteriores:

O governo brasileiro considera que o elevado nível de participação no plebiscito organizado ontem, dia 16, pela Assembleia Nacional foi mostra inequívoca da vontade do povo venezuelano de pronta restauração do estado democrático de direito no país. Condena o incidente provocado por forças paramilitares na zona oeste de Caracas, com morte e feridos.

O governo brasileiro exorta as autoridades venezuelanas a cancelarem a convocação de uma assembleia nacional constituinte, cujas regras violam o direito ao sufrágio universal e o próprio princípio da soberania popular. Reitera a urgência de que sejam assegurados o quanto antes a restauração das competências da Assembleia Nacional, o usufruto pleno das liberdades públicas e a libertação de todos os presos políticos.

O Brasil espera que a vontade popular expressa na consulta inspire a busca de uma negociação efetiva a favor da paz e da democracia na Venezuela.

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