Rio de Janeiro – Secretário de segurança pública do Rio, Roberto Sá (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro afirma que o problema da violência precisa ser tratado como epidemia e que o momento é de uma virada nesta situação.

Em entrevista exclusiva à Rádio BandNews FM e reproduzida no BandNews TV, Roberto Sá pediu ajuda financeira do governo federal para combater os crimes no Estado.

O secretário afirmou que hoje, por causa da situação de calamidade nas finanças, não consegue, por exemplo, colocar um policial a mais nas ruas porque não tem como pagar a hora extra remunerada.

Roberto Sá disse que o Brasil e o Rio de Janeiro precisam entender que violência é prioridade ou tragédias vão se repetir.

Segundo ele, “segurança todo mundo cobra, mas ninguém prioriza nas ações”.

O secretário de Segurança do Rio destacou que a polícia fluminense trabalha muito, inclusive colocando a própria vida em risco, e chega a apreender uma arma por hora.

No entanto, Roberto Sá reclama que o crime de tráfico de armas não é considerado hediondo e disse que já sugeriu que a posse e o comércio de armas tenham a pena duplicada.

O secretário apontou para a chamada “desgraça do fuzil” que deixa o criminoso à vontade para praticar delitos com crueldade e se aproveita da nossa lei penal para escapar impune.

Roberto Sá reclamou também de não ter uma verba constitucional para o combate à violência, como ocorre com saúde e educação.

O secretário de Segurança do Rio disse ainda que os desvios de conduta são reprimidos nas corporações e praticados por uma minoria, a maioria dos agentes se dedica a fazer o melhor trabalho, com recursos mínimos.

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