Investigada pela Polícia Civil e com mais de 50 ações na Justiça, uma empresa de maquininhas de cartões de crédito e débito dá calote em centenas clientes espalhados por várias regiões do Brasil.

Sediada em Ribeirão Preto, no interior paulista, a DirectFácil atua em pelo menos seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Goiás e Espírito Santo.

Na prática, a empresa, que recebe o dinheiro das transações feitas por lojas e outros estabelecimentos, deixou de fazer o repasse aos clientes.

Só nos últimos 12 meses, a DirectFácil acumula mais de 400 queixas na internet, segundo apurou o repórter Pablo Fernandez.

Dono de duas lojas, uma de vistoria e outra de proteção veicular em Santo André, no ABC Paulista, o empresário Cristiano Montilha já não sabe mais o que fazer.

“Começou a faltar dinheiro. Eu fui dar uma olhada e comecei ver que não tinha dinheiro na conta. Por fim, uma das minhas empresas ficou com R$ 32.000 de falta de repasse e a outra, com R$ 60.400”

Ele procurou a DirectFácil e a GlobalPayments, que administra o sistema, e a única oferta que recebeu é de aceitar o valor parcelado em 12 vezes.

Sem a GlobalPayments e o Banco de Brasília, responsável pelas transações financeiras, a DirectFácil não operaria.

Outro prejudicado é o empresário Luisnaldo Barreto Oliveira, de Salvador, que tem mais de 100 mil reais para receber.

Ele é dono de uma loja de material de construção.

“Acontece que hoje eu tenho um montante de aproximadamente R$ 15.000 e não recebo o repasse há muito tempo”.

Proprietário de uma loja de direção hidráulica no Rio de Janeiro, Sérgio Bullos, já devolveu a maquininha e, até agora, nada.

O repasse vencido passa de R$ 5.000.

Procurada, a DirectFácil, que pertence ao empresário Janiel José Zioti, alega problemas contratuais e culpa a GlobalPayments pelo atraso nos repasses.

Segunda a empresa, uma decisão da Justiça obriga a multinacional americana a pagar os clientes com valores vencidos no prazo de até 10 dias.

A GlobalPayments, até o momento, não se pronunciou

O Banco de Brasília, por sua vez, argumenta que não interfere na relação entre as duas empresas.

A orientação da DirecFácil é para que os clientes que tenham valores retidos entrem em contato pelo e-mail ouvidoria@directfacil.com.br ou pelo telefone 16 – 99175-7921.

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