As fraudes no mercado financeiro que os irmãos Batista teriam cometido podem chegar a US$ 1 bilhão.

O valor será indicado num relatório da Comissão de Valores Mobiliários que está sendo preparado. O que já se sabe é que, às vésperas da divulgação da delação premiada, a holding que controla a JBS se tornou a maior compradora de dólares do país.

Nesta quarta-feira, Wesley Batista, sócio e presidente global da empresa, foi preso preventivamente em São Paulo. A mesma decisão atinge o irmão de Wesley, Joesley Batista, que está detido em Brasília, mas em outro processo.

Ou seja, ainda que a prisão temporária de 5 dias não seja renovada, ele vai continuar na cadeia por causa da prisão preventiva.

O delegado da Polícia Federal Victor Hugo justifica que a detenção dos donos da JBS é necessária por vários motivos:

Wesley e Joesley Batista teriam operado no mercado de ações e de dólar com informações privilegiadas em abril e maio, antes da divulgação do acordo de delação premiada.

O delegado Rodrigo Campos Costa afirma que eles agiram de modo premeditado:

Por outro lado, a defesa dos irmãos Batista diz que a prisão de Wesley é mais um indicativo de que os delatores estão sendo alvo de “vingança”.

O advogado Pierpaolo Botini admitiu que a medida não era esperada:

Nesta segunda fase da Operação Tendão de Aquiles, foram cumpridos também mandados de busca e apreensão na casa dos irmãos Batista, em São Paulo.

Joesley e Wesley são alvos de 6 ações da Polícia Federal.

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