Os dados foram obtidos pela BandNews FM. Outras 8% são barradas por dados divergentes e 18%, aprovadas com apontamentos – ou seja, observações como pneus carecas e placas em desacordo com o local de domicílio.

Nesta semana, uma reportagem feita em conjunto entre a Band e a BandNews FM mostrou que lojas de vistoria vinham ignorando irregularidades e aprovando veículos que deveriam ser reprovados na Região Metropolitana de São Paulo.

Os repórteres Pablo Fernandez e Joana Treptow visitaram quatro oficinais no ABC e na capital paulista e conseguiram aprovar carros sem estepe, macaco e triângulo, com faróis queimados e rebaixados, sem autorização do Detran – o que é ilegal.

Atualmente, as mais de duas mil empresas credenciadas no Estado realizam, em média, 450 mil vistorias por mês.

O presidente da Associação Paulista de Vistoria, Joaquim Cavalli, afirma que as falhas são pontuais:

Nas lojas visitadas pela Band e a BandNews FM, os vistoriadores sequer abriram os porta-malas para verificar se havia ou não estepe.

Depois da nossa reportagem, todas foram suspensas pelo Detran.

Em uma delas, na Pratika de Sandro André, ao ser questionado se havia problema manter o insulfilm no vidro da frente, o atendente foi direto:

A vistoria para transferência de nome ou de domicílio dos veículos passou a ser terceirizada em 2015 pelo Detran, com o objetivo de prestar um serviço mais ágil, dar mais segurança e, sobretudo, acabar com as fraudes no sistema.

O preço médio é de 100 reais e entre os itens que devem ser verificados estão sistema de iluminação, pneus, estepe, eventuais modificações e autenticidade do automóvel.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços de Vistoria,Valter Menegon, o mercado ainda está se acomodando:

De acordo com o Detran, qualquer loja flagrada cometendo irregularidades pode responder a processo administrativo, além de ser suspensa e até ter a licença cassada.

Hoje, são quase 300 investigações abertas no Estado e mais de 200 empresas suspensas preventivamente – ou seja, 10% do total.

Procurado pela Band e a BandNews FM, o presidente do Detran, Maxuell Borges de Moura, não quis falar com a nossa reportagem.

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