Não são só os deputados estaduais de São Paulo que ainda não votaram sequer um projeto de interesse da população desde a volta do recesso parlamentar. A Câmara Municipal também não.

Desde o início de fevereiro, os 55 vereadores da Casa se reuniram em plenário apenas 9 vezes – três vezes menos do que os deputados da Assembleia Legislativa. O mais curioso é que, segundo o site do próprio Legislativo, todos os parlamentares estiveram presentes nas 9 sessões.

Nas últimas, os vereadores aprovaram a criação de duas CPIs: uma para investigar os vallets e a outra os maiores devedores da dívida ativa do município.

Apenas em janeiro, quando a Câmara estava em recesso, os 55 vereadores de São Paulo gastaram 818 mil reais com a verba de gabinete.

As despesas de Aurélio Nomura, do PSDB, e Noemi Nonato, do PRB, por exemplo, somaram exatamente, incluindo os centavos, o limite imposto pela Casa: R$ 24.093,75

A próxima sessão do Legislativo Municipal está marcada para terça-feira da semana que vem.

Assembleia Legislativa de SP não votou nenhum projeto em 2018

Na última quarta-feira (07) a reportagem da BandNews FM mostrou que desde o início do mês passado, quando a Assembleia Legislativa de São Paulo retomou os trabalhos, os deputados estaduais se reuniram 29 vezes – cinco delas apenas para prestar homenagens.

Entre os temas que aguardam votação estão o reajuste salarial do funcionalismo público, a análise de mais de 200 vetos e o projeto que institui recompensa de até R$ 50 mil para quem ajudar na localização de bandidos procurados.

Na maioria dos casos, as sessões serviram apenas para discursos e quase todas foram suspensas por falta de quórum ou acordo de líderes. A última votação em plenário aconteceu no dia 27 de dezembro.

Por outro lado, só neste ano, os 94 deputados paulistas tiveram despesas de quase R$ 1,5 milhão com a verba de gabinete. Do total, R$ 329 mil foram gastos com materiais gráficos.

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