O embaixador da Rússia no Brasil afirma que os ataques à Síria – coordenados por Estados Unidos, Reino Unido e França – podem ser considerados uma “grande catástrofe” para as relações internacionais.

Sergey Akopov argumenta que as justificativas para o bombardeio são falsas e, por isso, trata-se de uma “agressão” ao país árabe, último aliado da Rússia no Oriente Médio.

(Foto: AP Photo/Hassan Ammar)

Em entrevista à BandNews FM Brasília, o diplomata afirma que não foram respeitados os acordos internacionais e aponta que a ação ofensiva estremece as relações entre as potências ocidentais e orientais:

“Eles podem dizer o que quiserem, mas um ataque sem autorização do Conselho de Segurança da ONU, sob um pretexto absolutamente falso, pode ser considerado apenas como uma ‘agressão'”, argumenta.

Sergey Akopov ainda critica a postura de Estados Unidos, Reino Unido e França enquanto membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas: “esses três países têm o compromisso de manter a paz e a segurança internacional”, destaca.

O embaixador ainda nega que autoridades russas e sírias tenham dificultado a chegada da Organização para Proibição de Armas Químicas (OPAC) na periferia de Damasco, onde supostamente o regime de Bashar al-Assad ordenou um ataque com armas químicas contra rebeldes, no último dia 7, deixando 70 mortos.

Segundo Akopov, trata-se de uma mentira propagada por Estados Unidos, Reino Unido e França: “ninguém está criando dificuldades para o trabalho deles e esperamos que a OPAC confirme que não foram usadas armas químicas”, afirma o embaixador.

A aliança formada por Estados Unidos, Reino Unido e França justifica o lançamento de 105 mísseis contra a Síria, na última sexta-feira, como uma resposta ao uso de armas químicas.

O regime de Bashar al-Assad, apoiado pela Rússia, nega.

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