Esquecido pelas autoridades, o Baile do DZ7 completa oito anos e a Comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, se transforma em terra sem lei. Mais uma vez, sem nenhuma ação da PM, os moradores foram obrigados a passar a noite em claro na sexta-feira, no sábado e no domingo, apesar de todos os alertas feitos pela BandNews FM.

A festa, que reúne mais de 10 mil pessoas na Rua Ernest Renan, cresceu e, agora, é até transmitida ao vivo por redes sociais, como o Facebook e Instagram. Os veículos, que antes abrigavam o som nos porta-malas, passaram a contar com os chamados “paredões” – caixas empilhadas que superam os três metros.

Baile na favela da Paraisópolis chega a reunir perto de 10 mil pessoas, perturbando os moradores da região. (Foto: Reprodução Facebook @BaileDaDz17)

A lei que proíbe os pancadões e prevê multa de R$ 1000,00 para quem estiver com som alto, no entanto, não funciona na DZ7. A fiscalização, segundo o governo paulista, é de responsabilidade da Polícia Militar, mas quem tenta recorrer ao 190 sabe que, na prática, não é assim.

O Baile do DZ7 está em várias redes sociais. Todas as semanas são publicadas informações, fotos e vídeos sobre as festas que ocorrerão ou já aconteceram. No último sábado (28), durante o pancadão, um dos posts dizia: “já tá faltando rua pra tanta gente nessa favela”. Antes, outra publicação alertava: “avisa lá que tem comemoração de 8 anos do baile, com atração surpresa”.

Procurada, a Polícia Militar esclarece que vem desenvolvendo operações de prevenção e fiscalização de veículos, sobretudo no entorno da festa. Só neste ano, mais de 3 mil pessoas foram abordadas, seis acabaram presas e 54 veículos, apreendidos.

A PM diz ainda que esse tipo de operação envolve um grande contingente e, como há hostilidade, o risco de ferimento é alto; por isso, preza a integridade física em primeiro lugar.

 

9 COMENTÁRIOS

  1. Se as autoridades não fazem nada, como ficam os moradores, né?! Somos nós quem temos que dar um jeito nessa bagunça, nessa barulheira, sair para poder conseguir dormir???

  2. Isso é uma vergonha onde estado e município sabe o que está acontecendo e mesmo assim não tomam atitude nenhuma nos finais de semana usar transporte público na região é impossível a onda de assaltos na região da Giovanni e até mesmo dentro da comunidade tbm já é normal e ninguém assume a responsabilidade porque construir presídios…prender bandidos…colocar a ordem nessa baderna que está virando o nosso país não dá voto não é mesmo… até quando nós trabalhadores que pagamos alto para viver nesse país iremos ter que suportar essas situações e essas atitudes de nossos governantes.
    Sr Bruno Covas e Sr presidente da segurança pública estamos aguardando resposta e atitudes de vcs pagamos os seus salários e queremos ver serviço.

  3. Autoridades incompetente ,a polícia sozinha não consegue senhor prefeito o que o senhor tem a nós fala ?? Qual seu plano para resolver isso ?? Se não consegue resolver isso ! Acho que o senhor não é digno de está no comando da cidade ! ??????!!

  4. Ninguem que comentar e nem a imprensa quer ir atras. Sabe o nome disso??? “INDUSTRIA DO ARREGO” O que tem de autoridade levando grana!!!!!! E isso em Sampa inteira.
    Onde moro os bares usam a calçada, praça como banheiro, drogas, musica ao vivo do lado de fora a noite inteira.Até placa de proibida estacionar eles tiraram. A PM passa olha e vai embora. Fiscal da prefeitura??? passa so de dia pra tomar uma CERVEJINHA.
    Nao sei pra quem mas isso ai e complemento de salario, arrego, faz me rir, dá o meu ai, coleta, contribuiçao espontanea e vai por ai ……fds vc morador, troxa, pagador de imposto, trabalhador, mané ah e reclamante das redes sociais, é o que sobrou……triste realidade paulistana que tomou corpo em todos os bairros.

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