Moradores da Grande São Paulo ficam mais de 22 horas sem energia elétrica depois da ventania que atingiu a região na noite do último sábado (3). Os ventos ultrapassaram 60 quilômetros por hora e o Corpo de Bombeiros recebeu mais de 450 chamados de quedas de árvores até a tarde de domingo (4).

O gerador do Hospital Municipal da Lapa, na zona oeste, não deu conta do abastecimento e o pronto-socorro chegou a ficar cerca de quatro horas fechado. A mãe da Sandra Regina está internada desde sexta-feira; ela teve de usar a lanterna do celular para auxiliar o trabalho da enfermeira na manhã de domingo.

A Coordenadoria Regional de Saúde afirmou que a restrição na entrada de novos pacientes foi feita por meio de triagem de classificação de risco. A administração municipal garante que os casos considerados graves ou urgentes foram atendidos.

A interrupção do abastecimento de energia pode trazer efeitos irreversíveis e sequelas em pacientes que dependem de aparelhos para respirar, como o pai do empresário Leonardo Bertassi, que mora no Jardim Londrina, também na zona oeste.

No sábado, Leonardo teve de improvisar para o pai não passar mal: “Tive que comprar uma tomada adaptada para usar a energia do meu carro para transferir para o aparelho do meu pai”, conta.

Procurada, a AES Eletropaulo disse que as fortes chuvas e ventos causaram a interrupção de energia em algumas localidades. As regiões com mais ocorrências foram a sul, oeste e norte de São Paulo.

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