Governador Luiz Fernando Pezão é detido com pouco mais de 30 dias para deixar o cargo. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Desde a redemocratização, em 1984, 4 dos 9 governadores do Rio de Janeiro foram presos. O número representa 44% dos chefes do executivo fluminense. Agora foi a vez do atual governador do Rio, que é o primeiro a ser preso em exercício, na história Estado.

Ao longo dos mais de 4 anos de gestão de Pezão, o Rio enfrentou uma das piores crises econômicas da história. Sem verbas, o Rio de Janeiro viu a situação da violência no Estado ser agravada. Logo depois do Carnaval deste ano, o presidente Michel Temer decretou a intervenção federal na área da segurança pública fluminense.

Pezão foi preso na manhã desta quarta-feira em nova fase da Lava Jato. Trata-se da Operação Boca de Lobo que combate crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção cometidos pela alta cúpula do governo fluminense.

Documentos mostram o pagamento em espécie a Pezão de mais de R$ 25 milhões no período entre 2007 e 2015. O valor, segundo a investigação, é “absolutamente incompatível com o patrimônio declarado pelo emedebista à Receita Federal”. Em valores atualizados, o montante equivale a pouco mais de R$ 39 milhões, cujo sequestro foi autorizado pelo ministro do STJ Felix Fischer.

A Polícia Federal cumpre 39 mandados judiciais expedidos pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça. No total, são nove mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas no Rio de Janeiro, na Barra do Piraí-RJ, em Piraí-RJ, Volta Redonda-RJ, Bom Jardim-RJ e Juiz de Fora-MG.

(Vídeo: chegada de Pezão à sede da Polícia Federal)

A operação, que tem participação do Ministério Público Federal e da Receita Federal, tem como base a colaboração premiada de Carlos Miranda, operador financeiro do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Além da prisão de Luiz Fernando Pezão, são alvos da operação o atual secretário de Obras do Rio, José Iran Peixoto, e Hudson Braga, ex-secretário de Obras durante a gestão Cabral.

Outros envolvidos notáveis são o secretário de Governo, Affonso Henriques Monnerat Alves Da Cruz, já preso na operação Furna da Onça, Luiz Carlos Vidal Barroso (servidor da secretaria da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico), Marcelo Santos Amorim (sobrinho do governador Pezão), Cláudio Fernandes Vidal e Luiz Alberto Gomes Gonçalves (sócios da J.R.O Pavimentação), Luis Fernando Craveiro De Amorim e César Augusto Craveiro De Amorim (sócios da High Control Luis).

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1 COMENTÁRIO

  1. ESTOU CHOCADO COM A PRISÃO DO GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO…
    COMO FOI QUE A POLÍCIA FEDERAL DEMOROU TANTO TEMPO PARA CONCRETIZAR A PRISÃO?
    ACREDITO QUE ESTEJAM FALTANDO POLICIAIS, A FINAL DE CONTAS, SÃO MILHARES DE POLÍTICOS PARA SEREM INVESTIGADOS E PRESOS.
    QUANDO SERÁ QUE A PF VAI COMEÇAR A ATUAR NAS PREFEITURAS DO INTERIOR DOS ESTADOS?
    NÓS AQUI DE BAURU ESTAMOS ANSIOSOS PARA RECEBER A VISITA DA PF!
    O BRASIL ESTÁ SENDO PASSADO A LIMPO, AINDA TEM MUITA SUJEIRA PARA SER RETIRADA DE BAIXO DO TAPETE.

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