O reaproveitamento dos rejeitos de mineração é tema de debate em um seminário realizado em Belo Horizonte que reúne profissionais do setor mineral, da indústria e meio ambiente.

O assunto é particularmente relevante no estado, principalmente após a tragédia do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, que despejou quase 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos no ambiente. A tragédia devastou o Rio Doce, atingindo cidades mineiras e capixabas. 19 pessoas morreram.

O reaproveitamento desses materiais na construção civil foi uma das alternativas discutidas no encontro. Enquanto a China reutiliza 20% desses rejeitos, esse porcentual no Brasil é mínimo. Da 290 milhões de toneladas geradas no país, menos de 10 mil são utilizadas. O diretor de Gestão de Resíduos da Fundação Estadual do Meio Ambiente, Renato Teixeira Brandão, fala sobre os usos possíveis desse material.

Uma reutilização desses rejeitos seria importante, inclusive, para evitar que tragédias que envolvam rompimentos de barragem aconteçam. O diretor da Fundação de Meio Ambiente do estado lembra que o monitoramento dessas estruturas é caro e causa enormes impactos às áreas onde ficam instaladas.

Alguns tipos de indústria já conseguem fazer bom uso dos rejeitos de produtos. Na siderurgia, por exemplo, 85% dos restos do minério de ferro são reaproveitados.  No caso da mineração, esse reaproveitamento é de 0,003%.

Ouça o boletim completo:

 

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