Pedro Ladeira/ Folhapress

Antônio Maldonado

Apesar de os deputados e senadores eleitos em outubro assumirem os cargos apenas em fevereiro, as articulações para compor os blocos partidários no Congresso já começaram.

Essas conversas são importantes diante da quantidade de partidos com representantes no parlamento. A ideia é reunir as legendas que têm certa afinidade em blocos para, assim, poder garantir uma quantidade significativa de votos no mesmo sentido.

O PSB, PDT e o PCdoB já anunciaram que vão fazer, juntos, oposição ao governo de Jair Bolsonaro. As legendas somam 69 deputados, número que pode aumentar caso o PT, que elegeu a maior bancada da Câmara e terá pelo menos 56 representantes na casa a partir do ano que vem, declare apoio ao bloco. E é o que espera o líder do PCdoB, deputado Orlando Silva.

O PSL, partido do presidente eleito, e o PRTB, que já fazia parte da coligação que venceu a disputa pelo Palácio do Planalto, serão da base governista. Outras legendas, como MDB e Democratas, já anunciaram que adotarão uma postura de neutralidade em relação ao próximo governo, pelo menos nesse início de gestão.

O tamanho e a fidelidade da base aliada são essenciais para que o chefe do executivo consiga governar o Brasil. Tanto é que Bolsonaro, que foi deputado federal por quase 30 anos, reuniu bancadas de diversos partidos ao longo do processo de tansição de governo para, justamente, avaliar se poderá contar com o apoio dessas legendas.

Para se ter uma ideia: para que uma mudança constitucional, como a reforma da previdência, seja aprovada pela Câmara, a proposta precisa ser aprovada, em dois turnos, por pelo menos 257 deputados.

 

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