A São Paulo do passado está em todo lugar. É só parar e olhar para aquela casa da Mooca, a igreja dos Jardins ou a calçada do centro e deixar a imaginação viajar no tempo. Quem viveu ali? Trabalhava em quê? Como se locomovia? Além da contemplar a parte externa dos imóveis de São Paulo, também é possível visitar muitos lugares e conhecer os segredos deles por dentro – e de graça.

O antigo Banco de São Paulo, na Praça Antônio Prado é uma das joias da cidade cuja fachada art-decô muito gente admira só por fora. A atual sede da Secretaria de Esporte de São Paulo também pode ser conhecida em detalhes por dentro, com monitoria da arquiteta Ivone Faddul, de segunda a quinta.

Os visitantes sobem até a antiga sala da presidência do banco e entram nos imensos cofres do subsolo. E não é só a parte frequentada pela aristocracia que chama a atenção: até as escadas de serviço, que dão vista para um grande vão, encantam.

O público é formado por muitos turistas de fora, mas também por gente que mora na capital, vai passear no centro e acaba sendo surpreendida. Mesmo cartões-postais da cidade, como o Theatro Municipal, às vezes ficam só nos planos de uma futura visita.

A São Paulo do começo do século marca cada detalhe das instalações luxuosas. Estão ali a riqueza dos barões do café, os valores europeus da época e a separação de classes nos balcões.

Idealizador do projeto “Refúgios Urbanos” e autor de quatro livros que retrataram prédios icônicos da cidade, Matteo Gavazzi acredita que o interesse em visitas do tipo é grande. Além do Theatro Municipal e do Banco de São Paulo, outros prédios históricos que podem ser visitados gratuitamente são: A Sala São Paulo, na Luz, nos fins de semana; a Casa-Museu Ema Klabin, no Jardim Europa, aos sábados, domingos e feriados; e o Palácio da Justiça, no Centro, de segunda a sexta.

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