O restaurante virou brinquedoteca. Voluntários trouxeram jogos, criaram dinâmicas e inventaram brincadeiras para as crianças de Brumadinho. Lá dentro, o Pedro, de cinco anos, dava uma gargalhada.

Lá fora, Leidiane, a mãe dele, esperava a brincadeira terminar para levá-lo de volta para uma casa marcada pela ausência. Moradora de Brumadinho desde que nasceu, há 24 anos, Leidiane nunca imaginou que veria a região destruída.

Ana Paula também cresceu aqui e diz que a lama levou o que ela demorou muito tempo para construir. Ana Paula é técnica de segurança. Já trabalhou na Vale e hoje trabalha em uma mineradora vizinha. Ela procura o marido, Marco Aurélio, mecânico da Vale.

A moradora de Brumadinho contou à BandNews fim que, quando soube que a barragem se rompeu, correu para tentar encontrar o companheiro. Ana Paula tem esperanças de encontrar o marido com vida e faz críticas à postura da Vale. A esperança de Ana Paula ganhou forma também em outras famílias, depois que o Corpo de Bombeiros confirmou ter encontrado um segundo ônibus.

O capitão Leonard Farah, comandante da Companhia de Busca e Salvamento Especializado, explicou que o protocolo seguido em casos como esse é de trabalhar com a possibilidade de haver sobreviventes até cinco dias depois do rompimento, em bolsões que poderiam se formar – e hoje é o quinto dia de buscas.

A comunidade do Córrego do Feijão, a área mais próxima da bar ainda espera respostas para preencher as angústias. A falta de desfecho deixa muitos moradores em suspenso, ainda sem reação. A vontade de entender o que aconteceu também fez com que Adriano trabalhasse como voluntário. O que ele tem feito todos os dias traz respostas bruscas para os silêncios que ecoam sobre a lama.

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