A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal deflagram a Operação Checkout, para desarticular um esquema envolvendo uma grande empresa de turismo brasileira que praticava sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. De acordo com as investigações, os prejuízos aos cofres públicos podem chegar a R$ 145 milhões.

Segundo a PF, advogados da empresa de turismo pagavam propina a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), tribunal administrativo que analisa recursos de contribuintes a respeito de tributos federais. Foram expedidos um mandado de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão para escritórios e residências de advogados e auditores da Receita Federal.

Os mandados são para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. De acordo com a PF, a investigação envolvendo a empresa de turismo começou após a análise do material apreendido na primeira fase da Operação Descarte, realizada em março de 2018.

Desta vez, a PF identificou uma conta bancária que teria recebido mais de R$ 39 milhões da empresa do ramo de turismo envolvida no esquema. Os investigados responderão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.

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