A taxa de doadores de órgãos no Brasil cresce apenas 2,4% e fica abaixo do esperado – de 5,5% – para 2018. A Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, a ABTO, divulgou hoje um relatório consolidado com os resultados do ano passado.

O estado que apresentou maior crescimento relativo à população local foi o Paraná: 90 transplantes por milhão de pessoas. Foi lá também que diminuiu a taxa de rejeição das famílias em doar os órgãos de um falecido, atingindo 27% dos casos.

No Brasil, a recusa familiar é de 43%, sendo as taxas mais altas registradas em Roraima, Piauí e Mato Grosso. O presidente da ABTO, Dr. Paulo Pêgo Fernandes, acredita que o Paraná tem melhorado a comunicação com os parentes de possíveis doadores:

 

Em números absolutos, o estado de São Paulo lidera o número de doações e transplantes no país. Já a região Norte estagnou nos últimos anos numa taxa cinco vezes inferior à média de doadores no Brasil. Nos últimos seis anos, o transplante hepático cresceu 15% e o cardíaco, 21%. Cirurgias de pulmão ainda são baixas: 0,6 por milhão de pessoas, quando a necessidade é de 8.

O documento da ABTO aponta ainda para um aumento na taxa de não utilização dos órgãos dos doadores falecidos. O presidente da associação, Dr. Paulo Pêgo Fernandes, diz que isso pode ser efeito da dificuldade com conservação e logística:

 

O Brasil continua entre os dez países que mais realizam transplantes no mundo. Ainda assim, a taxa média de cirurgias é de 41 por milhão de pessoas, distante da meta de 60 transplantes por milhão de pessoas para 2021. O relatório completo da ABTO está aqui.

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