Crédito: Agência Brasil

A Polícia Civil ainda investiga o que motivou um jovem de 17 anos e um homem de 25 a atirarem contra alunos de uma escola estadual em Suzano, na Grande São Paulo.

O psiquiatra e colunista da Rádio BandNews FM, Daniel Barros, analisou o caso em uma conversa com os âncoras do BandNews no Meio do Dia, Eduardo Oinegue, Felipe Bueno e Carla Bigatto.

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  1. A esquizofrenia nas suas diferentes formas e graus teve ao longo da história variadas e assustadoras abordagens. Já teve o respeito de comunidades que acreditavam que os loucos falavam com os deuses,mas eles também já foram queimados por inquisidores que os taxaram de possuídos por demônios. Eles já foram isolados em manicômios, acorrentados e submetidos à degradantes formas de tratamento totalmente empíricos, tudo por conta de afastar da sociedade um comportamento potencial homicida. Lembro um ocorrido no interior do estado onde o membro de uma família trucidou seus familiares à mando de vozes que o orientaram ao massacre como forma de purificá-los. Foi preso fazendo um ensopado com partes das vítimas. Sendo sua incidência um percentual estatístico constante em todas culturas, etnias e níveis sociais, fica fácil de entender que o aumento da população também aumente o número de portadores dessa doença mental. Nem todo esquizofrênico vai se tornar um perigoso assassino, o que torna questionável o isolamento de todos pelo perigo de poucos. Como saber quem isolar e quem pode conviver socialmente, uma vez que até os ditos normais são capazes de cometer atos bárbaros sob forte emoção? Essa dúvida fica ainda maior com o desenvolvimento de medicações mais eficientes do que as disponíveis no passado. Esse problema é universal, pois até em países como os EUA muitos dos assassinos em massa já tinham sido investigados e rotulados de potencialmente perigosos antes do desfecho, sem que houvesse uma possibilidade real da prevenção do ato criminoso que não comprometesse os direitos individuais. O interessante é que, grupos rotulem as armas como artífice do massacre de Suzano, mas defendam a liberalização das drogas que levaram os pais de um deles à entregá-los aos cuidados dos avós. As estatísticas mostram que apenas um de cada quatro feridos por arma de fogo vai à óbito, mas ninguém resiste à uma confirmação com golpes de machadinha como visto no vídeo da escola.Portanto, o foco deveria ser o horror no auge da loucura e o que vamos fazer para lidar com ela.

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