A restrição para o uso de ecopontos de São Paulo obriga o morador a buscar outras opções e, às vezes, ter de gastar para dar o destino correto de alguns produtos. Reportagem da BandNews FM mostrou que consumidores foram informados de que não poderiam lançar mão desses locais, ou porque estavam cheios, ou porque não eram o ponto certo de descarte.

A Autoridade Municipal de Limpeza Urbana, Amlurb, diz que os ecopontos servem para a entrega voluntária de pequenos volumes de entulho, grandes objetos, como móveis, e resíduos recicláveis. Moradores, no entanto, consideram que o processo dificulta o descarte.

Segundo a Amlurb, cada pessoa pode descartar, no máximo, UM metro cúbico de volume nos ecopontos. Para volumes que excedem essa capacidade, o cidadão deve contratar uma caçamba autorizada pela autarquia. O que também gera críticas, porque representa um gasto extra.

O diretor-presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente cita uma pesquisa do Ibope que aponta que 75% dos brasileiros dizem que não separam produtos em casa por falta de informação. Hélio Mattar afirma que os ecopontos ainda não novidade em muitas cidades, e as prefeituras precisam deixar claro o que pode ser levado para lá. Além disso, empresas também têm de participar do processo.

A lei diz que pilhas, baterias, produtos eletroeletrônicos e lâmpadas, por exemplo, são de responsabilidade compartilhada: O consumidor deve levar o resíduo até o local adequado, o comércio deve recolher esses resíduos e os fabricantes devem arcar com parte do custo do processo.

A lista dos postos de coleta de itens recicláveis da Prefeitura está no site reciclasampa.com.br

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