Apesar de não existir fisicamente, não ser emitida por uma grande corporação, não ter fiscalização do governo e ter sido criada por um anônimo (identificado como Satoshi Nakamoto), a Bitcoin atraiu muitos brasileiros.

Quem se deixou levar pelo boom teve prejuízo: depois de atingir o maior nível da história em 2017 (R$ 80 mil), a moeda virtual hoje está na casa dos R$ 21 mil. A queda foi, em parte, uma reacomodação do mercado, além de resultado da pressão de governos pelo mundo todo para regular o setor.

Especialistas veem como problema, ainda, o fato de poucas lojas aceitarem moedas virtuais como forma de pagamento. “Com exceção de alguns estabelecimentos exóticos aqui e ali, a criptomoeda não emplacou como meio de troca universal”, diz o economista Marcos Silvestre, colunista da BandNews FM.

“Se eu invisto num imóvel e depois não consigo alugar ou não consigo vender, eu posso morar nele, posso colocar um parente, posso fazer alguma coisa. Se eu invisto numa moeda virtual e amanhã ela não tem aceitação, o que eu faço com ela?”, questiona o professor do Departamento de Administração do Centro Universitário FEI Paulo Baia.

O presidente da Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain, Fernando Furlan, garante que isso é questão de tempo. “Quem sabe a gente consiga, num futuro próximo, ter máquinas de saque e mais estabelecimentos aceitando pagamento com elas?”

O funcionamento das criptomoedas é o tema do segundo capítulo que a BandNews FM leva ao ar nesta semana falando sobre a economia digital.

Ouça o segundo capítulo:

Confira nossos outros capítulos:

23/04/2019 – Do escambo à Bitcoin: digitalização do dinheiro é tema de série da BandNews FM

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