A terceira revolução industrial é também a digital: começou com o advento da tecnologia, passou pela popularização da internet e é marcada, atualmente, pela convergência de serviços.

“Um aplicativo de táxi só é possível, hoje, porque a internet é muito rápida e eu consigo enxergar onde estão as pessoas e os táxis, fazer um cadastro simples e o pagamento pelo aplicativo”, diz Pedro Englert, CEO da Startse, plataforma que conecta startups.

Quando fazem parte do mercado financeiro, as startups são chamadas de “fintechs”. “As fintechs estão chegado com plataformas digitais, com distribuição via rede social e operações baseadas na nuvem, que a pessoa consegue acessar remotamente.”

Algumas miram um público que, até bem pouco tempo, era ignorado pelos bancos tradicionais, como o de micro e pequenos empreendedores, que têm dificuldade de acesso ao crédito, e o de endividados, que muitas vezes sofrem constrangimentos quando tentam negociar contas vencidas.

O Banco Central regulamentou as fintechs de crédito no ano passado, o que deve fazer esse mercado crescer muito ainda.

As grandes instituições financeiras não ficaram para trás: estão criando as próprias fintechs ou firmando parcerias com as já existentes.

Para o economista Marcos Silvestre, colunista da BandNews FM, é uma “revolução dentro da revolução”.

“Mais do que a revolução digital em si, que está por trás das fintechs como um todo, é a revolução do crescimento da acessibilidade ao crédito. Isso naturalmente força as grandes instituições financeiras a ampliar a oferta de crédito, o que se traduz em dinheiro mais rápido e mais barato para o pequeno tomador”, afirma ele.

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