O presidente Jair Bolsonaro anunciou.

O governador de São Paulo seguiu outra linha.

A Prefeitura de São Paulo reforçou o discurso: disse que o contrato com a empresa responsável pela organização do GP vale até dezembro de 2020, que atua para renovar até 2021 e, segundo o governo do estado, pode ser estendido por mais 10 anos. Só que a questão é: o palco da Fórmula 1 no país não depende dos políticos. A influência de um presidente ou de um governador tem peso, mas, no fim das contas, são os acordos comerciais que definem o local da prova.

Em entrevista exclusiva à BandNews FM, o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Waldner Bernardo, explica como funciona para que um país seja sede de um Grande Prêmio.

Aliás, não é de hoje que o Rio de Janeiro flerta um retorno à mais importante categoria do automobilismo mundial. Em 2008, quando surgiu a ideia de desativar o autódromo de Jacarepaguá por causa da olímpiada, membros do poder público e a CBA assinaram um termpo de compromisso para que um novo autódromo fosse construído na capital fluminense e esse autódromo deveria atender as exigências para receber um GP de Fórmula 1.

Brigas políticas à parte, é possível dizer que o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 agora está divido entre um circuito tradicional, palco de 6 disputas de títulos mundiais e adorado por grande parte dos pilotos e um projeto que nem no papel está. Só nesta quinta-feira o Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro liberou a Prefeitura a lançar o edital de licitação do novo autódromo.

Só que o terreno é uma área de proteção ambiental e ainda será preciso que a Câmara Municipal aprova a construção. Portanto, segundo fontes ouvidas pela BandNews FM, o mais provável é que a Liberty Mídia, que detém os direitos da Fórmula 1, cumpra o contrato e mantenha o GP Brasil em São Paulo no ano que vem.

No ano passado, o GP Brasil teve um impacto de R$ 334 milhões no turismo da capital paulista, 20% a mais que em 2017. Do público total que passou pelo autódromo de Interlagos, 77% eram turistas, 18% deles, estrangeiros.

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