Manifestações em defesa dos recursos para a educação superior ainda acontecem em todo o país, após o ministro da Educação, Abraham Weintraub, reduzir o orçamento das universidades federais e bloquear bolsas de pesquisa.

A reportagem da BandNews FM mostra, desde cedo, que os protestos têm a adesão de estudantes e também de trabalhadores da educação das redes pública e privada de ensino fundamental e médio. Os atos têm o apoio de dezenas de escolas particulares em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Segundo os organizadores, o objetivo é mostrar à população a importância das universidades no ensino, na pesquisa e na prestação de serviços à sociedade. Alunos e professores da Universidade de São Paulo protestam com faixas e caminhão de som, na entrada da Cidade Universitária, na zona oeste da capital paulista.

SALVADOR

Cerca de 30 mil pessoas participaram de uma caminhada pela educação em Salvador, na Bahia. O dado é do Sindicato dos Professores da Bahia. A Polícia Militar informou que não divulga estimativa de público. O grupo saiu do Campo Grande e segiu em direção a Praça Castro Alves, no centro da capital baiana. O protesto deixa o trânsito congestionado na região. Aproximadamente 800 mil alunos das escolas da rede estadual de ensino da Bahia estão sem aulas hoje, por causa da paralisação dos professores. Em Salvador, por volta de 140 mil  estudantes de 434 escolas também são afetados. Não há dados oficiais sobre a adesão da rede privada de ensino, mas estima-se que 50% dos estabelecimentos também fiquem fechados.

RIO DE JANEIRO

No Rio de Janeiro, dois grupos de manifestantes se concentram no Largo do Machado, na Zona Sul. O primeiro é formado por estudantes de diferentes instituições de ensino que se concentram no local e manifestam contra o corte de verbas destinados a área da Educação. O segundo grupo é formado por funcionários da saúde que irão em direção ao Palácio Guanabara. Em outro ponto da Zona Sul, em Antero de Quental, pais, mães, alunos e professores de escolas particulares participam de uma aula pública. Desde às 10h, grupos de manifestantes se reúnem na Praça XV, localizada no Centro do Rio, com aulas públicas, performances artísticas e apresentações. Já a concentração dos protestos está agendada para às três horas da tarde na Candelária, região central. Os manifestantes seguem em caminhada até a Central do Brasil a partir das cinco horas.

BELO HORIZONTE

Manifestantes seguiram em direção à Praça Raul Soares, em outro ponto da região central de BH. Ainda não há informações sobre o número de manifestantes, mas nas fotos é possível ver centenas de pessoas seguindo com cartazes e faixas pela Av. Amazonas, uma das principais avenidas de BH. Não houve nenhum registro de confusão, e o grupo segue com a presença de alunos da UFMG, IFMG e Cefet, além de servidores e professores.

SÃO PAULO

A Avenida Paulista, no centro de São Paulo, segue bloqueada nos dois sentidos por causa da manifestação de estudantes contra os cortes nas universidades anunciados pelo Ministério da Educação. O ato se concentra em frente ao vão livre do MASP e teve a adesão de estudantes e também de trabalhadores da educação das redes pública e privada de ensino fundamental e médio.

Os protestos também têm o apoio de dezenas de escolas particulares em São Paulo. Alunos e professores da Universidade de São Paulo protestaram com faixas e caminhão de som, na entrada da Cidade Universitária, na zona oeste da capital paulista. No campus da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp, na Vila Clementino, zona sul da capital, também não houve aulas. Universidades privadas também aderiram às manifestações. No Mackenzie, na Consolação, no centro da cidade, alunos aproveitaram o intervalo das aulas para fazer manifestação no interior do campus.

VITÓRIA

Protesto contra os cortes na educação pública mobilizam trabalhadores da educação e estudantes em frente a Assembleia Legislativa, em Vitória. Segundo a organização do ato, seis mil pessoas participam do protesto. Durante a tarde também houve manifestações em frente à Universidade Federal do Espírito Santo e nos campi dos Institutos Federais. Os atos fazem parte de um dia nacional de paralisações.

PORTO ALEGRE

Um ato contra os cortes na educação estava marcado para às 18h no Centro de Porto Alegre, na chamada Esquina Democrática. Desde o início da tarde alunos, professores e representantes da área estão reunidos em frente a Faculdade de Educação da UFRGS. Eles fazem caminhada que passa pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul.

Mais cedo, houve intervenção da Polícia Militar em um protesto em frente as faculdades de educação e arquitetura da UFRGS. 120 pessoas bloquearam parcialmente a rua, mas ninguém ficou ferido. Na capital gaúcha, grande parte das escolas da rede estadual aderiram à paralisação e não tinham atividades letivas programadas. Entre as instituições federais, alguns cursos da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e UFRGS também não tiveram aula. Além de Porto Alegre, protestos ocorreram nos principais municípios da Serra, da Campanha e do Sul do Rio Grande do Sul.

JOÃO PESSOA

Em João Pessoa, professores, estudantes, e trabalhadores em educação estiveram no Ponto de Cem Réis, no centro da cidade, protestando contra o contingenciamento das verbas em educação.As manifestações acontecem em outras 17 cidades do estado. A organização estima que 10 mil pessoas participaram da mobilização. No entanto, a Polícia Militar ainda não divulgou os números. Às 14h estava prevista uma audiência pública na Assembléia Legislativa da Paraíba para discutir sobre o tema.

FORTALEZA

Acabaram os protestos de alunos e professores na Praça da Bandeira, no Centro de Fortaleza, contra o corte de investimentos na educação e a Reforma da Previdência. O ato teve início às 8h da manhã. Ouvintes da BandNews FM, no entanto, relataram ações em outras avenidas da cidade, mas com menor adesão. Além da capital, pelo menos, 26 cidades cearenses registraram manifestações do tipo.

No Ceará, o corte de verbas é de quase 108 milhões de reais nas quatro instituições federais de ensino no Estado. Só na universidade federal, o contingenciamento de 46 milhões de reais deve impactar em vários serviços prestados à população, como assistência psicológica. Não há previsão de novos atos hoje.

BRASÍLIA

Cerca de 15 mil pessoas estiveram nas ruas desde cedo em defesa das universidades federais, da pesquisa científica e do investimento na educação básica. Eles protestaram contra o contingenciamento de verbas dos institutos e universidades federais. O número foi divulgado pela Polícia Militar do Distrito Federal. O protesto que começou de manhã terminou por volta das 14h30. Eles se concentraram na Esplanada dos Ministérios e caminharam em direção ao MEC e ao Congresso Nacional. Ao final do protesto, houve confusão com a PM que usou spray de pimenta. Manifestantes soltaram rojões e dois deles acabaram detidos e foram levados para a delegacia.

MANAUS

Estava marcada para às 16h desta quarta-feira na Praça da Saudade, Centro de Manaus, uma segunda manifestação de alunos e professores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Pela manhã, cerca de 200 pessoas participaram do ato que adere ao movimento nacional das universidades federais que tiveram corte de 30 por cento dos recursos anunciado pelo Ministério da Educação. A UFAM teve 38 milhões de reais bloqueados pelo governo Bolsonaro. Os manifestantes cumpriram agenda dentro da Universidade com aulas públicas sobre filosofia. Os atos também vão ocorrer nas unidades de ensino da Universidade no interior do estado.

4 COMENTÁRIOS

  1. Protesto justo, a manifestação pública se tornará legítima se não houver cunho político partidário, saindo na rua sem a bandeira de partidos políticos, sindicatos etc., teria um envolvimento maior de todos que são contra a medida de corte/contingenciamento na educação.

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário!
Por favor, informe seu nome