Pouco mais de 4.500 estudantes estrangeiros migrantes, refugiados ou apátridas, de 85 nacionalidades, estão matriculados nas escolas estaduais do Paraná. Os principais países de origem são Haiti, Paraguai, Venezuela, Japão e Portugal.

Como mostrou a reportagem no jornal BandNews Duas a Dois, eles são atendidos no ensino regular, na educação de jovens e adultos e nos cursos de português para falantes de outras línguas.

De acordo com a representante da Secretaria de Estado da Educação no Conselho Estadual dos Direitos dos Refugiados, Joice Barbaresco, o domínio do idioma é o curso mais procurado.

 

Rede pública do Paraná oferece aulas de português para estrangeiros / Foto: Secretaria de Educação do Paraná

Os professores que atuam no curso de Português para Falantes de Outras Línguas (Pfol) receberam uma formação específica para o ensino com objetivo de proporcionar reflexões para os alunos e os familiares.

Em 2015, a família de Eili Al Rush, de 12 anos, deixou a cidade de Damasco, na Síria, para fugir da guerra civil, e veio ao Brasil em busca de um recomeço. Ele afirma que a atenção dos professores diante da dificuldade para entender a língua foi fundamental no aprendizado.

 

Eili Al Housh, 12 anos, e o primo Daniel Al Saad, de 11 anos / Foto: Divulgação/SEED

Para preparar as escolas e os profissionais da educação, o governo do Estado tem desenvolvido, nos últimos anos, ações para garantir acesso as Políticas Públicas para esses grupos. O aluno migrante que chega ao Paraná sem nenhum documento que comprove a escolaridade, mas quer estudar, tem três maneiras de ingressar no ensino regular, uma delas é comprovar que consegue se expressar e se comunicar em português. O curso é aberto à comunidade e pode ser feito por toda a família.

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