As investigações continuam sobre o vazamento de gás em um apartamento no centro de Santiago, no Chile, que deixou seis brasileiros mortos. São quatro adultos e dois menores de 13 e 14 anos que estavam no local há uma semana.

Segundo o comandante da polícia Rodrigo Soto, o Cônsul do Brasil na cidade recebeu ligações das vítimas dizendo que estavam com problemas de saúde. O diplomata foi ao prédio e, quando chegou, os turistas já estavam mortos. Rodrigo Soto disse que, provavelmente, o vazamento de monóxido de carbono aconteceu dentro do apartamento – mas outras possibilidades estão sendo analisadas:

De acordo com o engenheiro especialista em riscos Gerardo Portella, é possível que os turistas não tenham manuseado da forma correta algum sistema de aquecimento. Ele ressalta, no entanto, que esse tipo de acidente é mais comum quando há falhas na instalação e no sistema de ventilação:

Gerardo Portella argumenta que, em qualquer viagem, o ideal é pedir orientações ao hotel ou ao responsável pelo imóvel antes de colocar qualquer aparelho de aquecimento para funcionar:

O especialista em gerenciamento de riscos Gustavo Cunha de Mello explica que, no Brasil, um dos maiores perigos está nos aquecedores de chuveiro a gás. A regulagem é fundamental para que não aconteçam acidentes:

O monóxido de carbono se torna ainda mais perigoso por não ter nenhum cheiro ou cor – além disso, a intoxicação pelo gás gera sonolência e relaxamento. O Itamaraty informou que os familiares das vítimas no Brasil foram avisados pelo Ministério das Relações Exteriores sobre o caso.

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