Pacientes do Hospital Universitário da USP que precisam de assistência imediata nem sempre conseguem ser atendidos no Pronto Socorro da unidade. As principais reclamações são a falta de médicos, ausência de atendimento prioritário aos idosos e até diagnóstico errado.

A ouvinte Neide Martins, de 75 anos, teve que ir até a emergência da USP porque estava com dores no braço. Ela passou por exames, ficou três horas aguardando um especialista que não veio e os residentes de plantão, após conversa em conjunto, diagnosticaram o caso apenas como uma luxação.

Mesmo após o atendimento, com uma tala muito pesada, a dor não passou, Neide precisou ir ao Hospital das Clínicas, onde foi constatado que, na realidade, se tratava de uma fratura. Neide foi funcionária da USP e lamenta a situação em que o Pronto Atendimento do Hospital se encontra nos dias de hoje.

Em 2018, cerca de quarenta e oito milhões de reais, que estavam previstos para serem destinados ao Hospital, acabaram vetados pela Lei Orçamentária do Governo do Estado. Neste ano, a Reitoria da USP se comprometeu a contratar mais funcionários e a conceder quarenta milhões de reais em verbas, já aprovadas Assembleia Legislativa de São Paulo.

Fato é que, em quatro anos, houve uma queda de quinze por cento no número de médicos atuantes no Hospital Universitário, segundo o Sindicato dos Médicos de São Paulo. A falta de profissionais fez com que a sogra da ouvinte Zilda do Nascimento esperasse quinze horas para conseguir ser atendida. A paciente tem 91 anos e, só no mês de maio, teve que ser socorrida três vezes ao Hospital Universitário.

Zilda, que é moradora do bairro do Rio Pequeno, reclama que faltam funcionários e nem todos conseguem ser socorridos.

Procurada, a USP afirmou que os casos dos ouvintes da BandNews FM serão analisados pelos departamentos competentes em conjunto com a Superintendência do Hospital Universitário.

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