O site The Intercept afirma que teve acesso a conversas entre o então juiz federal e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol. Nos diálogos, Moro teria orientado Dallagnol em como dar sequência em investigações da Lava Jato, criticado e sugerido recursos do Ministério Público.

De acordo com a reportagem, a atuação coordenada entre juiz e procurador por fora das audiências fere o princípio de imparcialidade da Constituição e o Código de Ética da Magistratura.

Ainda segundo o texto, Moro tinha negado em diversas oportunidades que trabalhava em parceria com o MPF. Na última semana, foi confirmada uma invasão no celular do ministro da Justiça, mas o Intercept diz que teve acesso às conversas antes do caso – o próprio Moro confirmou que nenhum conteúdo foi roubado.

Em nota, a defesa do ex-presidente Lula se manifesta sobre as reportagens do site The Intercept:

Em diversos recursos e em comunicado formalizado perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU em julho de 2016 demonstramos, com inúmeras provas, que na Operação Lava Jato houve uma atuação combinada entre os procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro com o objetivo pré-estabelecido e com clara motivação política, de processar, condenar e retirar a liberdade do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.[…]Ninguém pode ter dúvida de que os processos contra o ex-Presidente Lula estão corrompidos pelo que há de mais grave em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos. O restabelecimento da liberdade plena de Lula é urgente, assim como o reconhecimento mais pleno e cabal de que ele não praticou qualquer crime e que é vítima de “lawfare”, que é a manipulação das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política.

A força-tarefa da Lava Jato também emitiu uma nota sobre as reportagens do site:

“A força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal do Paraná (MPF/PR) vem a público informar que seus membros foram vítimas de ação criminosa de um hacker que praticou os mais graves ataques à atividade do Ministério Público, à vida privada e à segurança de seus integrantes.
[…]Por fim, os procuradores da Lava Jato em Curitiba mantiveram, ao longo dos últimos cinco anos, discussões em grupos de mensagens, sobre diversos temas, alguns complexos, em paralelo a reuniões pessoais que lhes dão contexto. Vários dos integrantes da força-tarefa de procuradores são amigos próximos e, nesse ambiente, são comuns desabafos e brincadeiras. Muitas conversas, sem o devido contexto, podem dar margem para interpretações equivocadas. A força-tarefa lamenta profundamente pelo desconforto daqueles que eventualmente tenham se sentido atingidos”.

 

4 COMENTÁRIOS

  1. Comparar o áudio da conversa de Lula e Dilma (obtida com autorização judicial, uma vez que o telefone grampeafo foi o do motorista) com a conversa obtida por meio de ação criminosa, chega a ser vergonhoso. Podem melhorar a linha de raciocínio.

  2. Para quem interessa essa invasão, estranho que somente a The Intercept recebeu, um tanto quanto estranho sendo que os outros veículos de comunicação de mais importância não receberam, acho os responsáveis deveriam se explicar mais, sera que foi anonimo ou houve alguma participação desse site, se lula não fosse culpado não haveria todo esse empenho em tentar tirar ele da prisão e estão usando todos os meios ate invadindo celulares de ministros e juízes.

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