Jardim Botânico de São Paulo

Pesquisadores do Instituto de Botânica pedem a revisão de itens do projeto de lei que prevê a concessão do Jardim Botânico, do Zoológico e do Zoo Safári, na zona Sul de São Paulo. Os cientistas alegam que o documento original não garante a autonomia do instituto, que faz pesquisas ligadas a quase 20 áreas de biodiversidade vegetal.

O governador João Doria anunciou, em abril, que pretende conceder as três áreas para a iniciativa privada, por 35 anos. O impasse começou porque o prédio do Instituto de Botânica está incluído no território que deve ser concedido. Isso poderia gerar problemas entre pesquisadores e a empresa que vencesse a licitação, segundo a advogada da Associação dos Pesquisadores de São Paulo, Helena Goldman:

 

Para tentar construir um projeto que atenda os dois lados, os cientistas apresentaram uma emenda que foi aceita parcialmente e deve ser votada nesta semana na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O governo do Estado reformulou um dos itens que deixavam dúvidas sobre a autonomia dos pesquisadores do Instituto de Botânica, mas não retirou o território do projeto de concessão.

Ao mesmo tempo, os cientistas reconhecem a necessidade de restaurar os prédios, construídos há 90 anos, segundo a advogada Helena Goldman:

 

O subsecretário estadual do Meio Ambiente diz que os prédios não poderiam ser retirados do projeto porque isso afetaria o interesse de empresas. Eduardo Trani garantiu, no entanto, que o edital de concessão será feito em conjunto com a comunidade científica:

 

O subsecretário estadual do Meio Ambiente ressalta ainda que o projeto de concessão do Jardim Botânico, do Zoológico e do Zoo Safári pretende melhorar a infraestrutura dos espaços:

 

Assim como a emenda, o projeto de lei precisa de 48 votos dos 94 deputados para ser aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo.

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