Se estivesse viva, Anne Frank completaria 90 anos neste 12 de junho. Ela é a autora de um dos relatos mais famosos sobre a Segunda Guerra Mundial. A jovem começou a escrever um diário aos 13 anos quando esteve escondida dos nazistas em uma casa na Holanda com a família. O Diário de Anne Frank é considerado, inclusive, patrimônio da humanidade pela UNESCO.

Agora, em comemoração ao aniversário, a Fundação Anne Frank vai lançar textos inéditos escritos por ela desde os 9 anos de idade. O livro “Obra Reunida” (Editora Record) chega ao Brasil em novembro e vai compilar um romance inacabado, cartas, contos e trechos nunca vistos do diário. O tradutor Cristiano Zwiesele acredita que, com os novos textos, os leitores vão passar a ver Anne Frank de outra maneira:

A Família Frank. Da esquerda para direita: Margot, Otto, Anne e Edith

 

A família de Anne Frank é judia, de Frankfurt, e se mudou para Amsterdã, na Holanda, em 1934. Depois da ocupação alemã, eles passaram a morar no chamado “anexo secreto“, com salas e quartos construídos na fábrica de Otto Frank, o pai da Anne.

No diário, ela relata a rotina das famílias, a dificuldade de lidar com o espaço pequeno, de viver confinada e da falta de alimento. O tradutor Cristiano Zwiesele diz que Anne mostra habilidades de descrição e caracterização nos textos:

Obra Reunida será lançado em novembro pela Editora Record

O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, dois anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial. As anotações foram encontradas por uma das ajudantes da família e entregues ao pai de Anne, Otto Frank, que foi o único sobrevivente.

Anne Frank morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha, em 1945, aos 15 anos de idade. A causa exata da morte não é conhecida, mas existe uma especulação de que ela tenha sido vítima de febre tifoide.

Ouça a entrevista completa com o tradutor Cristiano Zwiesele:

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