Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Na fala de abertura à Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o ministro Sergio Moro voltou a classificar como sensacionalismo a repercussão em cima das mensagens publicadas pelo site “The Intercept Brasil” que envolvem o ex-juiz.

O chefe da pasta da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro também ressaltou que se colocou à disposição dos parlamentares para fazer os esclarecimentos sobre o caso:

Sergio Moro defendeu a Operação Lava Jato e refutou a condição de “juiz acusador”, quando era titular da 13º Vara Federal de Curitiba. Para desmentir a possível troca de colaboração entre as partes – o que é ilegal –, Sergio Moro mostrou números:

O ministro Sergio Moro disse acreditar que os celulares de autoridades foram alvo de um grupo de hackers. Procuradores da República, além do próprio ministro, relataram a invasão dos aparelhos para a Polícia Federal. Para Moro, a ação criminosa não poderia ter sido desenvolvida por uma pessoa só:

O ministro da Justiça e Segurança Pública afirmou não ter medo de qualquer conteúdo que a Polícia eventualmente possa encontrar no celular dele. Ele afirmou ainda que as invasões a celulares de autoridades representam um ataque à Lava Jato e às instituições de modo geral. O chefe da pasta da Justiça e Segurança Pública credita a violação dos aparelhos eletrônicos a um grupo de hackers. Segundo Sergio Moro, celulares de jornalistas e políticos também podem ter sido invadidos:

O ministro Sergio Moro declarou não ter como certificar a autenticidade das mensagens divulgadas pelo site “The Intercept Brasil”. Aos senadores, na Comissão de Constituição e Justiça, Sergio Moro disse não ter mais as mensagens, porque excluiu o aplicativo “Telegram” em 2017:

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, se diz “absolutamente tranquilo” com relação à atuação que teve como juiz nos processos envolvendo a Operação Lava Jato. Ele participa hoje de uma audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirma que atuou de forma imparcial quando era juiz nos processos relacionados à Operação Lava Jato.

Respondendo às perguntas dos senadores na Comissão de constituição e Justiça, o juiz Sérgio Moro cita pedidos do Ministério Público para negar “convergência absoluta” com procuradores envolvidos nas investigações da Lava Jato.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, diz acreditar que teve o telefone invadido por um “grupo organizado”, que tem por objetivo impedir o avanço da Lava Jato.

4 COMENTÁRIOS

  1. Ouvi um comentarista agora pouco, defendendo o Ministro Moro com relação ao vazamento de mensagens trocadas com o MPF. Usa uma metáfora com o joelho do jogador Ronaldo, essa metáfora não faz menor sentido, uma vez que um trata de uma lesão e não um desvio de comportamento e de ética, seria o caso, talvez, de descobrirem que Ronaldo jogasse sob efeito de dopping… Aí seria comparativo, porém teria sua penalidade, fosse o caso.
    Depois decorre com uma outra explicação absurda, dizer, o ex-presidente Lula está preso, pois por melhor que tenha sido seu governo, cometeu irregularidades, o qual concordo, porém daí defende que Moro cometeu irregularidades e que está tudo bem… Oi? Dois pesos?

    • Nao houve irregularidades, conforme explicado, na justiça brasileira é permitido e usual a comunicação de juizes e advogados. E só. o restante é mimimi, sensacionalismo e a globo perdida e quebrada.

  2. Onde o prestimoso Juiz nega afronta ao CPP quando colaborou explicitamente com a parte acusadora, ditando rumos, apresentando testemunha e conduzindo ações do procurador “excelência” Dallagnol.

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