(José Cruz/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Uma nova reportagem do site The Intercept Brasil traz mais uma conversa entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, dessa vez sobre um inquérito envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No diálogo, Dallagnol diz ter uma denúncia fraca contra FHC, mas que quer “passar o recado da imparcialidade”, enquanto Moro questiona a ação dizendo que poderia “melindrar alguém cujo apoio é importante”.

Após a divulgação da troca de mensagens, o Ministério da Justiça alegou que nunca houve interferência de Moro na investigação envolvendo o ex-presidente e que o atual ministro não reconhece a autenticidade da conversa. Já o a força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná repudiou o que classificou como ataque infundado à imparcialidade da operação Lava Jato. O conteúdo, de abril de 2017, se refere a uma possível denúncia de caixa dois contra FHC em 1996.

Segundo a publicação, o procurador responde que “em princípio, o que tem é muito fraco” e relata que enviou o caso para o Ministério Público de São Paulo, tendo como objetivo “passar o recado de imparcialidade”. Em resposta, Moro diz achar “questionável” a ação e ainda afirma que ela poderia “melindrar alguém cujo apoio é importante”

A reportagem também traz e-mails que teriam sido trocados entre uma secretária da Fundação que leva o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e empresas, com citação a doações eleitorais e pagamentos ao Instituto FHC, incluindo uma planilha da Odebrecht.

Em um grupo do aplicativo Telegram, o mesmo onde os e-mails foram postados, procuradores avaliam a possibilidade de fazer uma busca e apreensão em escritório ligados a FHC, classificando as acusações como “uma bomba”. Mas, logo depois, o procurador Roberson Pozzobon teria dito que a denúncia tem menos força do que o esperado, podendo ser classificada como crime tributário.

O fundador do site The Intercept Brasil promete a divulgação de outros materiais com novas conversas entre os procuradores da Lava Jato e Moro. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Glenn Greenwald disse que a série de reportagens pode levar até um ano para que seja totalmente exibida. Ele explica que é necessário tempo para avaliar os dados que recebeu:

O fundador do Intercept não quis dar detalhes sobre a fonte que passou as informações. Para Glenn Greenwald, não importa de que forma foram encaminhados os dados e, sim, se é de interesse público. A Polícia Federal apura se foi um hacker que extraiu as mensagens de celulares dos procuradores e do ministro da Justiça, Sergio Moro, e se eles são verdadeiros:

Segundo ele, o objetivo é mostrar o que classifica como “comportamento antiético” de Sergio Moro:

Na entrevista, Glenn Greenwald alegou que não está divulgando as conversas com a intenção de tumultuar o governo Bolsonaro.

10 COMENTÁRIOS

  1. Até agora não ouvi nenhum senador perguntar se foi legal a escuta feita na então presidente, Dilma.
    responde ai Moro

    • Putz, pastel de vento, o Moro já respondeu esta questão na audiência em que foi convidado, a Band está atrasada, notícia velha. Estão sensacionalistas como o site do hacker. Próxima

  2. Teori ainda cassou a decisão de Moro que levantou o sigilo dos grampos telefônicos envolvendo Lula, por entender que o magistrado não tinha competência para tomá-la. Segundo o ministro, Moro decidiu “sem nenhuma das cautelas exigidas em lei”. Os grampos envolviam conversas entre Lula e a presidente Dilma Rousseff e o então ministro da Casa Civil, Jacques Wagner, hoje chefe de gabinete da Presidência.
    De acordo com o ministro, o decreto de fim do sigilo dos grampos foi ilegal e inconstitucional. Primeiro porque foi o resultado de uma decisão de primeiro grau a respeito de fatos envolvendo réus com prerrogativa de foro no Supremo. Depois porque, ao divulgar o conteúdo dos grampos, Moro violou o direito constitucional à garantia de sigilo dos envolvidos nas conversas.

  3. ALOIZO TOMA JUIZO !
    !Aceita que doi menos !!
    ACEITA QUE DOI MENOS , VER SEU ^SUPER HHEROI^ DESMORONAR ..

  4. Putz, pastel de vento, o Moro já respondeu esta questão na audiência em que foi convidado, a Band está atrasada, notícia velha. Estão sensacionalistas como o site do hacker. Próxima

    • carlos se vc nao for robo ou o fiho do bolsonaro ou algum maluco , ja te respondi la no outro post……aceita que corroi menos….

      seja imparcia !!

  5. Desde a criação das Urnas Eletrônicas o Brasil tinha eleições limpas e sem fraudes. Foram 22 anos de exemplo para o mundo, até que chegou o “Conge” e resolveu fraudar as eleições, prendendo sem provas o candidato preferido dos brasileiros e assim elegendo um incapaz e psicopata para presidir nosso País. O resultado não preciso comentar, todos nós estamos vendo. Com a revelação das conversas do “Conge” e sua quadrilha, todos os brasileiros entenderão o que aconteceu.

  6. Até que em fim um jornalismo corporativo tomou vergonha cara. A emprensa brasileira criminosa e uma vergolha.

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