Com 24 anos de idade, Mohamad Sabouni deixou a Síria para fugir da guerra. “Eu não queria participar do conflito porque você vai matar ou morrer. E nenhuma das opções é aceitável”, destaca o refugiado que, desde 2014, vive na Grande São Paulo.

Natural de Aleppo, uma das cidades mais desvatadas pela guerra civil, Mohamad é formado em engenharia da computação e trabalha como designer gráfico. Chegou ao Brasil sem o conhecimento prévio da língua portuguesa. “Aprendi mesmo depois de morar, por oito meses, com uma família brasileira em Santo André”, revela.

Depois de dar aulas de inglês por alguns anos, ele recebeu uma proposta para trabalhar na área de marketing da Sociedade Beneficente Muçulmana que administra a Mesquita Brasil, a mais antiga da América Latina, localizada na Rua Barão de Jaguara, no bairro do Cambuci, região central da capital paulista.

Com o tempo passou a ser o tradutor oficial do local, principalmente, para recepcionar outros refugiados. “Nós ajudamos muitos estrangeiros que chegam por aqui buscando uma nova vida. Alguns só falam árabe. Os africanos, geralmente, só falam inglês e eu fico responsável por ajudá-los no início”, conta Mohamad.

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