Foto: Nelson Almeida/AFP

Dezenas de cidades brasileiras registraram manifestações pró-governo neste domingo em todos os estados e o Distrito Federal. Na pauta: apoio ao ministro Sérgio Moro, em função das conversas vazadas pelo site The Intercept Brasil; à Operação Lava Jato; à reforma da previdência e a projetos de lei propostos pelo governo Bolsonaro.

Em São Paulo, um boneco inflável de Sérgio Moro acompanhou o ato dos manifestantes que se espalharam por 4 quarteirões da Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, a manifestação pró-Governo ocupou, pelo menos, quatro quarteirões da Avenida Atlântica, de Copacabana, na Zona Sul da cidade. Lá, o ato foi organizado pelos movimentos Vem Para Rua, Brasil Livre e Endireita Brasil. Coordenador do MBL no Rio, Bruno Ribeiro, reforçou que o grupo apoia a Operação Lava Jato.

Líder do Vem para Rua, Adriana Baltazar, também critica das conversas de Moro vazadas pelo jornal The Intercept.

Centenas de pessoas se reuniram, também, em Belo Horizonte. Vestidos de verde e amarelo, os manifestantes, convocados pelas redes sociais, se reuniram por volta das 10 da manhã na praça da Liberdade, na região centro-sul da capital, e começaram a deixar o local por volta da UMA da tarde, após cantarem o hino nacional.

Em Curitiba, cidade-sede das investigações da Operação Lava Jato, o ato em apoio ao governo de Jair Bolsonaro foi dominado por manifestações em favor da investigação e do ministro da Justiça. Nos carros de som, os manifestantes afirmavam que Curitiba era a capital moral do Brasil: criticaram parte da imprensa e pediram a aprovação da Reforma da Previdência e do pacote anticrime de Moro.

Os organizadores afirmaram que 60 mil pessoas estavam no ato, mas a PM não fez estimativas oficiais de público. Na capital do país, a BandNews FM calculou em 8 mil o número de pessoas na manifestação, que foi em frente ao Congresso Nacional.

Foram montados trios elétricos e bonecos gigantes infláveis: um denominado de Super Moro, o Superman com o rosto do ministro, um boneco de três cabeças fazendo alusão a ministros do STF e ao ex-presidente Lula, e o popular pixuleco. Em Brasília, estiveram presentes no ato o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno, e o filho de Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Na capital dos gaúchos, o Parque Moinhos de Vento, na região central de Porto Alegre foi o palco da manifestação, que acabou esvaziada em função da chuva: 1.100,00 pessoas haviam confirmado participação, mas o pico foi de 300 pessoas.

Em Salvador, a manifestação foi em um dos principais cartões postais da cidade, o Farol da Barra: de acordo com os organizadores, 10 mil pessoas estiveram por lá; a PM não divulgou números. Na capital do Amazonas, 14 movimentos estiveram presentes no ato: duas mil pessoas, segundo os organizadores. No Espírito Santo, os atos ocorreram em Vila Velha, onde os organizadores estimaram em 70 mil pessoas o público presente: a PM disse que foram 20 mil.

Não há dados sobre o número de manifestantes em Fortaleza, onde a concentração dos atos foi na Praça Portugal, região nobre da cidade.

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