Irrigação em lavoura de feijão em fazenda de Paracatu, no noroeste de Minas Gerais.

Um estudo feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) conclui que a produção e o comércio agropecuários são distorcidos por políticas protecionistas e ineficazes.

Os 53 países analisados investem, juntos, US$ 705 bilhões ao ano em ações do tipo. Os produtores rurais são beneficiados por tarifas diferenciadas, tabelamentos ou compensações por quedas nos preços, pragas ou desastres naturais.

Segundo a pesquisa, políticas assim alteram artificialmente os valores de mercado e o impacto inicial é justamente interno: nos países da OCDE, os consumidores domésticos pagam, em média, 11% a mais do que os internacionais.

O jornalista e consultor do Canal Terra Viva Silmar Muller diz que os maiores exemplos estão na União Europeia – onde, para ele, há subsídios desnecessários.

 

O estudo da OCDE mostra que o Brasil é um dos países que menos subsidiam a produção: menos de 3% da receita vem desses benefícios. Apesar disso, o coordenador do Centro de Agronegócio da FGV Roberto Rodrigues diz que as compensações dadas em outros lugares têm efeito em todo o comércio mundial.

 

Para Roberto Rodrigues, uma das formas de combater problemas como esses é por meio de acordos bilaterais, como o firmado recentemente pelo Mercosul com a União Europeia, que tende a diminuir tarifas e cotas e aumentar o acesso do Brasil aos países daquela região.

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