Especialistas avaliam que a reforma da Previdência vai ajudar a reduzir desigualdades e contribuir para o Brasil retomar o caminho do crescimento econômico. A medida estabelece, entre outras coisas, uma idade mínima de aposentadoria – 65 anos para os homens e 62 para as mulheres. Além disso, há um tempo mínimo de contribuição ao INSS: 20 anos para os homens e 15 para as mulheres.

Em entrevista à BandNews FM, o economista Paulo Tafner afirma que a reforma ataca as diferenças de tratamento entre os trabalhadores da iniciativa privada e do setor público.  Um dos objetivos centrais, para Tafner, é acabar com privilégios e corrigir distorções:

A reforma da Previdência é considerada um dos eixos para o equilíbrio das contas públicas. Por isso, antes da primeira tramitação, alguns parlamentares tentaram manter – sem sucesso – os demais entes da Federação dentro da reforma. O secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, diz que ainda espera a inclusão de estados e municípios quando o texto chegar ao Senado.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda falou que, de qualquer forma, o governo paulista vai propor mudanças à Assembleia Legislativa:

Apesar das alterações nas aposentadorias, outras reformas vão ser necessárias para o Brasil retomar o crescimento. Essa é a avaliação do colunista da BandNews FM Luís Carlos Mendonça de Barros. Para o economista, a reforma da Previdência é uma medida necessária para resolver a situação fiscal do país.

Mendonça de Barros acredita, no entanto, que se trata apenas do primeiro passo:

Luís Carlos Mendonça de Barros acredita que o desemprego ainda vai levar um tempo para voltar a níveis normais. Ontem, o texto-base da proposta foi aprovado em primeiro turno, na Câmara dos Deputados, com 379 votos a favor e 131 contra.

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