FOTO: Felipe Rau/ESTADÃO

O Baile da Dezessete aconteceu – de novo – e foi, segundo relatos de moradores, um dos maiores de todos neste fim de semana. O pancadão na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, completou nove anos e o “aniversário” foi amplamente divulgado na internet.

Uma semana antes, uma postagem na rede social do baile funk dizia: “hoje também tem baile, mas o foco é dia 27”. Apesar dos anúncios, a Polícia não impediu que as ruas do bairro fossem fechadas, na noite de sábado, e a festa acontecesse até o domingo de manhã.

Os policiais chegaram apenas no decorrer do pancadão. Bombas de efeito moral foram usadas para dispersar a multidão; porém, como as viaturas iam embora, as pessoas se reagrupavam e o baile seguia.

Um ouvinte da BandNews FM que mora em Paraisópolis critica a intervenção da Polícia. Por segurança, ele pediu para ter a voz distorcida.

O som alto, desta vez, não foi o único problema para os moradores. Para fugir da Polícia Militar, alguns dos participantes do Baile da Dezessete invadiam as casas do bairro. O ouvinte que conversou com a BandNews FM relatou que a residência dele foi um desses “abrigos” às 2h do domingo. Segundo ele, aqueles que tentavam expulsar os invasores eram ameaçados.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que o serviço de inteligência da Polícia Militar monitora a organização de “Pancadões” para identificar os locais onde ocorrem as festas. A Polícia Militar diz que foi acionada durante a madrugada de domingo para averiguar chamados de perturbação do sossego. Uma viatura esteve na rua Ernest Renan e nada ilícito foi encontrado.

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