Palmeiras comprometem a biodiversidade local, nativa da Mata Atlântica.

A prefeitura de São Paulo começa a retirar nesta segunda-feira (19) cerca de 750 palmeiras exóticas que comprometem a vegetação nativa de Mata Atlântica do Parque Trianon, na Avenida Paulista.

As árvores, de uma espécie australiana, são consideradas invasoras, como explica a diretora da divisão técnica da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Deize Perin.

A gerente de Áreas Protegidas da Fundação SOS Mata Atlântica, Érika Guimarães, conta que a espécie foi introduzida no parque quando ele foi criado, no século passado (o parque foi aberto em 1892), para fins paisagísticos.

Técnicos da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente farão um treinamento com os funcionários responsáveis pela remoção para evitar que o restante da vegetação seja comprometido.

Deize Perin detalha o processo e diz que a retirada será focada nas palmeiras de grande porte, uma vez que as novas árvores da espécie exótica já são retiradas logo depois de nascerem.

Érika Guimarães, da Fundação SOS Mata Atlântica, esclarece que a metodologia de remoção já foi testada em outras áreas da capital, como partes da Cidade Universitária em que as palmeiras Seafórtias também se alastraram e foram substituídas por espécies originárias.

A gerente de áreas protegidas argumenta que replantar as espécies nativas de Mata Atlântica são uma política de preservação, mas também de bem-estar para os moradores da cidade.

A cidade de São Paulo tem cerca de 26 mil hectares de Mata Atlântica preservados, a maior parte no extremo sul. A área representa apenas 17% da Mata Atlântica original do município.

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