Ponte Rio-Niterói foi fechada no sentido Rio até o término das negociações; alternativa de transporte, barcas ficaram cheias.

Morreu de uma parada cardiorrespiratória, no Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro, o homem responsável pelo sequestro de um ônibus, na manhã desta terça-feira (20), na Ponte Rio-Niterói. Após manter 39 reféns dentro de um coletivo da empresa Galo Branco por mais de três horas, Willian Augusto da Silva, 20, foi abatido por um atirador de elite do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar fluminense.

O sequestro aconteceu por volta das 5h20. O ônibus havia saído da cidade de São Gonçalo, na região metropolitana, e seguia em direção à capital do estado. A pista no sentido Rio chegou a ficar totalmente bloqueada para a intervenção da polícia.

O porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mauro Fliesse, disse em entrevista à BandNews FM que tudo indica que a ação do criminoso foi premeditada, e não uma tentativa de assalto frustrada. William da Silva portava cordas para supostamente prender os passageiros, uma arma de choque, além de explosivos e um galão com gasolina.

Aos poucos, com início das negociações, os reféns foram sendo retirados. Após a ação do atirador, por volta das 9h15, todos os passageiros foram libertados. Nenhum deles se feriu.

Imagem do atirador de dentro do ônibus

Naquela hora, a Polícia Militar chegou a comunicar a morte do sequestrador. Ele morreria, porém, uma hora e meia mais tarde, no Hospital Souza Aguiar, para onde foi levado, com muito sangramento, por três policiais militares do BOPE em uma ambulância da Concessionária Ecoponte, que administra a Ponte Rio-Niterói.

Em nota, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, se pronunciou sobre o sequestro ao ônibus na Ponte Rio-Niterói. “Estou acompanhando desde cedo, com atenção, o sequestro do ônibus na ponte Rio Niterói.  Estou em contato direto com o comando da Polícia Militar, que trabalha para encerrar o caso da melhor maneira possível. A prioridade absoluta é a proteção dos reféns.”

O presidente Jair Bolsonaro também se manifestou e defendeu o uso de snipper em casos como esse.  Ele lembrou que, no caso do sequestro do ônibus 174, há 19 anos, não havia um atirador de elite. O policial errou o disparo e acabou matando uma refém, a professora Geísa Gonçalves.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns pela ação da PM-RJ que com um gesto corajoso pôs um fim a este trágico sequestro e graças a Deus tudo terminou bem!

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