Foto :DANIEL TEIXEIRA/AGÊNCIA ESTADO

A linha de crédito imobiliário atualizada pela inflação anunciada pela Caixa Econômica Federal pode ser vantajosa apenas em alguns casos de compra da casa própria. A partir da semana que vem, o cliente vai poder optar por uma das duas modalidades: ou pelo sistema até então vigente, que leva em conta a Taxa Referencial, ou pelo novo modelo, que considera o IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Mas, como saber qual é melhor?

O economista, professor de finanças pessoais e colunista da Band News FM, Marcos Silvestre, faz uma simulação:  Ele cita o exemplo de um financiamento de um imóvel no valor de 360 mil reais, pelo prazo máximo, de 30 anos.

Pelo sistema atual, com juro mínimo de 8,5% ao ano, ou 0,68% ao mês, cada parcela sairia pelo valor aproximado de R$ 3.450, somando amortização e os juros. Já no sistema novo, a taxa cai para pelo menos 2,95%, e 0,24% ao mês.

A primeira parcela ficaria em R$ 1.860. Ou seja, R$ 1.590 de diferença. Mas, cuidado! É preciso levar em conta a correção monetária.

Já no sistema novo, as correções monetárias podem subir e muito!

Por isso, o novo sistema é vantajoso se a pessoa pretende quitar a compra do imóvel antes da metade do prazo e para quem acha que a inflação não vai disparar e vai ficar abaixo dos quatro e meio por cento ao longo do financiamento.

A nova modalidade será facultativa, estará disponível a partir da próxima segunda-feira para imóveis residenciais enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação e no Sistema Financeiro Imobiliário. O financiamento também será de até 80% do valor do imóvel.

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