(Foto: Bruno Kelly/Reuters). 

Mais três estados da Amazônia Legal solicitaram ao governo federal o emprego das Forças Armadas nas ações de combate às queimadas na região.

Com estes, já são ao todo sete estados que receberam o reforço dos militares, são eles: Roraima, Rondônia, Tocantins, Pará, Acre, Mato Grosso e Amazonas.

Cerca de 44 mil integrantes das forças armadas vão atuar nas missões que começaram neste sábado, de combate à crimes ambientais e à incêndios na Floresta Amazônica. Eles estarão coordenados com órgãos de controle ambiental e de segurança pública.

O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles diz que o governo está tomando mais ações diante das repercussões, no Brasil e no mundo, sobre os incêndios na Amazônia.

O ministro se referia às crescentes manifestações nas redes sociais a indignação contra o governo brasileiro, enquanto a #PrayforAmazon chegou a ser uma das mais usadas no mundo.

Ainda na esfera internacional, o presidente francês, Emmanuel Macron, incluiu o tema na agenda das reuniões do G7 ocorridas durante o fim de semana. A cúpula do grupo afirma que concorda em ajudar o mais rápido possível os países atingidos pelas queimadas na Amazônia, sem colocar em risco a soberania nacional.

De acordo com Macron, há uma convergência para enviar apoio financeiro para o Brasil e para a Bolívia. Além disso, o líder europeu disse que é essencial recuperar as áreas afetadas e lembrou que a Colômbia já fez um pedido recente de ajuda para combater incêndios na região amazônica.

A liberação de verbas também está em discussão no Governo Federal.

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, pediu liberação de R$ 28 milhões que foram contingenciados da pasta para ajudar nas ações na Amazônia.

O presidente da República Jair Bolsonaro informou neste domingo que Israel vai enviar uma aeronave com apoio para o combate as queimadas na Amazônia.

Bolsonaro afirmou que conversou por telefone com o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, que teria reconhecido os esforços do Brasil no combate aos focos de incêndio na região.

O decreto de Garantia da Lei e da Ordem assinado pelo presidente autorizou a ação militar em áreas de fronteira, terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e áreas da Amazônia Legal.

Em outra frente, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defende a liberação de R$ 1 bilhão do fundo da Petrobras para o combate às queimadas.

A liberação depende de autorização do Supremo Tribunal Federal e parte do valor seria dividido entre União e Estados para políticas de combate às queimadas.

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