(Foto: Tácio Moreira/Metropress)

Após a greve dos rodoviários, a Prefeitura de São Paulo promete iniciar as mudanças no transporte por ônibus daqui um ano e de forma gradativa, podendo ser concluídas apenas em 2023.

Na última sexta-feira, o prefeito Bruno Covas assinou – durante a paralisação de cobradores e motoristas – os contratos da concessão dos coletivos, com uma alteração.

O prazo para adequação será de 15 anos e não mais 20, como queria a gestão municipal.

O sistema na cidade era regulado por contratos emergenciais desde 2013.

A Prefeitura chegou a um acordo com os rodoviários, prometendo não reduzir a frota e buscar uma solução para evitar demissões de cobradores, realocando esses profissionais para novas funções nas empresas.

Durante a greve, o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, chegou a dizer que retirada de veículos de circulação seria mais eficiente e barata:

No entanto, na visão dos usuários, o que vem acontecendo é justamente o contrário, como conta o passageiro Gideon Novaes:

Ele reclama ainda da quantidade dos ônibus e da demora para eles passarem, principalmente aos finais de semana, quando também precisa trabalhar:

O novo edital da Prefeitura prevê ônibus maiores, mais modernos, com ar-condicionado, Wi-Fi, entrada USB e motores menos poluentes.

Com a nova rede, os veículos vão alcançar mais ruas e a cobertura das vias atendidas vai aumentar, afirma o prefeito Bruno Covas, que garante não ser necessário aumentar o preço da passagem por causa dos novos contratos.

Entre quinta e sexta-feira, a greve dos rodoviários paralisou 23 dos 31 terminais de ônibus na cidade.

Após as manifestações, motoristas e cobradores de ônibus devem receber o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados, uma das reivindicações dos protestos, a partir de quarta-feira.

A pedido do prefeito, a Polícia Civil investiga a suspeita de envolvimento de quatro empresas de ônibus nas paralisações da semana passada: Ambiental, Gato Preto, Sambaíba e Santa Brígida.

A prática, chamada de locaute, é proibida e ocorre quando os empresários comandam uma greve de funcionários.

As empresas negam participação nas manifestações.

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