(Foto: Reprodução)

Os policiais militares que participaram do confronto no Complexo do Alemão que terminou com a morte da menina Ágatha Félix, de oito anos, vão ser ouvidos nesta segunda-feira.

Ela foi enterrada no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O velório, restrito à família e amigos, foi realizado em uma capela próxima.

A família acusa a PM de ter efetuado o tiro. A corporação alega que que houve confronto após policiais da UPP Fazendinha serem atacados, na noite de sexta-feira.

A Polícia Civil pretende fazer uma reconstituição da morte da menina nos próximos dias.

A demora na liberação do corpo ocorreu por uma falha no scanner que analisa a imagem do fragmento do projétil, segundo a Policia Civil. A versão é diferente do que disseram os parentes de que o funcionário que opera o equipamento no IML faltou no sábado.

Com o caso, sobe para 29 o número mortes por balas perdidas, num total de 124 vítimas este ano no estado, de acordo com balanço da BandNews FM.

O presidente da Câmara dos Deputados se manifestou sobre o assunto pela internet. Rodrigo Maia defendeu uma avaliação muito cuidadosa e criteriosa sobre o excludente de ilicitude que está em discussão no Parlamento se referindo a um trecho do pacote anticrime.

O político citou a regra que prevê o perdão a policiais que matem durante o serviço desde que estejam com “medo, surpresa ou violenta emoção”.

O Ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, responsável pela proposta, negou relação do crime com o texto.

Em nota, a pasta disse que “O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, lamenta profundamente a morte da menina Ágatha, é solidário à dor da família, e confia que os fatos serão completamente esclarecidos pelas autoridades do Rio de Janeiro. O Governo Federal tem trabalhado duro para reduzir a violência e as mortes no País, e para que fatos dessa espécie não se repitam”.

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