Foto: Arthur Covre

O teatro entrou na vida do agente penitenciário Igor Rocha no início dos anos 2000, depois de ter sido feito feito refém em duas rebeliões. Com depressão, decidiu ouvir o conselho de uma amiga psicóloga que sugeriu que fizesse um curso de atuação como forma de enfrentar aquele momento difícil.

“No início, eu não aceitei muito bem porque você está no mundo do crime, que é difícil, tendo que adotar uma certa postura. Já imaginou um carcereiro dançando balé? Era complicado”, conta.

Igor só deu o próximo passo após ser convencido, durante uma oficina de teatro, por Augusto Boal, um dos maiores dramaturgos brasileiros. “Ele falou para parar com essa vitimização, que havia pessoas com problemas piores que o meu”.

Igor Rocha participou, primeiro, de um curso de teatro para agentes penitenciários. Só depois resolveu fazer o mesmo com detentos no presídio Antonio Marrey, em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde trabalha até hoje. Tinha início, em 2010, a oficina “Do Lado de Cá”.

Do primeiro grupo que contava com 30 detentos, só sobraram 9. Mas, Igor Rocha garante que 90% dos detentos que fazem teatro não voltam para o crime.

Ouça a reportagem completa em mais uma edição do Cidade em Retratos com o repórter Arthur Covre.

 

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