Diante do cenário de insegurança no Chile, brasileiros tentam cancelar viagens para o país.

Mas se deparam com o desencontro de informações e a dificuldade em garantir um cancelamento, sem sair no prejuízo:

 

De ontem: 

Foto: ATON CHILE/AFP / Sebastián CISTERNAS

Não é só por 20 centavos! O slogan que a gente viu no Brasil, em 2013, pode muito bem ser aplicado ao Chile de 2019.

O país que vem enfrentando uma série de protestos desde a semana passada, quando houve o anúncio de um reajuste de 30 pesos na tarifa do metrô, o equivalente a 20 centavos.

Especialista em movimentos sociais e professor de Sociologia da Universidade de Chile, Octavio Avendaño explica que os protestos são consequência de uma série de insatisfações. Elas passam pelo descontentamento com a qualidade da educação, pela queda na renda dos aposentados, pela alta desigualdade social no país e pelo aumento no custo de vida:

 

Só na última década, o preço para alugar ou comprar imóveis aumentou 150 por cento no Chile. Na noite da última sexta-feira, o presidente Sebastián Piñera suspendeu o reajuste da tarifa do metrô. Mesmo assim, os protestos continuaram – com ainda mais violência.

O movimento atingiu o ponto mais crítico no fim de semana. Primeiro, 2 pessoas morreram quando um supermercado pegou fogo e outras 2 ficaram feridas a tiros em um confronto com a polícia. Depois, um segundo incêndio, dessa vez em uma fábrica na periferia de Santiago, deixou 5 mortos. Ontem, mais 3 pessoas morreram. Agora, já são 15 mortos.

Ontem, as autoridades determinaram um toque de recolher à noite pelo 3º dia seguido.

O empresário Pablo Marquez conta que a segunda-feira começou com reflexos de toda a destruição do final de semana:

 

Sócio do Center Group e Analista Internacional, Gustavo Segré, acredita que a radicalização tem por trás forças de uma esquerda populista, insatisfeita com o ajuste fiscal proposto pelo presidente chileno:

 

Desde sexta-feira, quase 1.500 pessoas foram detidas, mais de 600 na capital.

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