No polêmico julgamento sobre a validade da prisão em segunda instância, estão levando a melhor, até agora, os ministros favoráveis à medida.

Por 3 a 1, o Plenário do STF está mantendo o atual entendimento adotado desde 2016 a favor da execução antecipada da pena. A Corte volta a se reunir, nesta quinta-feira, para continuar a votação.

Por enquanto, votaram em prol da prisão após condenação por tribunal estadual ou federal os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.

Primeiro a defender a execução provisória da pena, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a Constituição prevê uma Justiça eficiente para punir criminosos.

Na mesma linha, o ministro Luís Roberto Barroso trouxe estatísticas para demonstrar que a exigência do fim de todos os recursos judiciais para prender um condenado leva à impunidade, em especial, nos crimes de colarinho branco.

Até agora, o único a se posicionar contra a prisão em segundo grau foi o relator do julgamento, ministro Marco Aurélio. Ele argumentou que a Constituição garante a todos o princípio da presunção de inocência.

Apesar de estar perdendo no placar, Marco Aurélio acredita na virada. Mas, ao contrário dos 7 a 4 profetizados na semana passada, desta vez, o ministro está mais econômico no otimismo.

Se o Supremo voltar atrás para proibir a execução antecipada da pena, a expectativa é que sejam colocados em liberdade presos já condenados em segunda instância, caso do ex-presidente Lula.

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