Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, avalia, em entrevista exclusiva à BandNews FM, que a fusão da Capes e do CNPq, as duas principais instituições de incentivo à pesquisa no Brasil, não tem lógica e não deve ocorrer.

A junção foi sugerida pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub.

As instituições têm funçoes distintas: enquanto o CNPq, vinculado à Ciência e Tecnologia, deve investir em pesquisas tecnológicas e de inovação, cabe à Capes cuidar de estudos ligados à educação e à formação de professores. O projeto criou mal-estar entre as duas pastas.

A proposta em discussão, que tem o objetivo de racionalizar os recursos federais, prevê que a Capes ficaria encarregada da coordenação dos valores. Em entrevista à BandNews FM, Marcos Pontes reconheceu que ainda precisa defender diante dos ministérios da Educação e da Economia que cada instituição siga no mesmo lugar:

O ministro da Ciência e Tecnologia voltou a afirmar que o pagamento de bolsas para os mais de 80 mil pesquisadores ligados ao CNPq está garantido até o fim deste ano:

Marcos Pontes também comentou a aprovação, na Câmara dos Deputados, do acordo entre o Brasil e os Estados Unidos sobre o uso da base de Alcântara. Na prática, o texto, que foi votado na última terça-feira, permite que os americanos enviem satélites ao espaço a partir da estrutura construída no Maranhão. Mas também passa a validar a entrada do Brasil no mercado mundial de lançamento de foguetes.

Para entrar em vigor, no entanto, o acordo precisa ser aprovado pelo Senado.

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