(Foto: ALEJANDRO PAGNI / AFP)

A vitória de Alberto Fernández em primeiro turno nas eleições argentinas comprova o que já vinha se desenhando desde as prévias de agosto: A dificuldade de reeleição de Maurício Macri num país que vive uma grave crise econômica.

Para o professor de Relações Internacionais da PUC de São Paulo Tomaz Paoliello, a decisão da ex-presidente Cristina Kirchner de concorrer ao cargo e figurar como vice fortaleceu a chapa de Fernández, considerado mais “moderado”.

 

Entre a população, o clima era de dúvida antes mesmo da realização da eleição.

O temor sobre os rumos da economia resultou numa corrida aos bancos na última sexta-feira, quando houve até fila para comprar dólares.

A brasileira Lia Barros, empresária da área de turismo que mora no país, afirma que a população não está muito otimista com relação ao futuro:

 

Mais de 77% dos eleitores foram às urnas neste domingo de eleições na Argentina. Como apontavam as prévias eleitorais, Alberto Fernández superou a marca de 45% dos votos necessária para vencer ainda em primeiro turno.

Derrotado no pleito, o atual presidente Mauricio Macri parabenizou o adversário e o convidou para um café da manhã na Casa Rosada:

 

Em seu discurso da vitória, Alberto Fernández agradeceu aos argentinos e confirmou que irá iniciar o processo de transição já nesta segunda-feira:

 

Já a ex-presidente Christina Kirchner, que concorreu como vice da chapa eleita, lembrou que Mauricio Macri segue no comando do país até o dia 10 de dezembro. E cobrou o atual presidente a tomar, até o final do seu mandato, providências diante da situação dramática que vivem as finanças do país:

 

Em meio à crise, o índice de pobreza na Argentina chegou a 35,4%, o que representa mais de um terço das pessoas que vivem nos 31 grandes centros urbanos analisados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo. É o maior nível desde o colapso econômico de 2001.

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